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Trace metas para o ano e atinja seus objetivos

Especialistas ouvidos pelo site de VEJA dão dicas de como juntar dinheiro para fazer com que os sonhos de Ano Novo não fiquem apenas na imaginação

Por Beatriz Ferrari 3 jan 2011, 07h31

Mais um ano se vai e muita gente aproveita janeiro para repensar o orçamento familiar, estabelecer metas e tomar decisões. Mesmo que o dinheiro não esteja sobrando, não se deve desistir facilmente de um objetivo, como realizar uma viagem ao exterior ou fazer melhorias na casa. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA apontam que, com algumas mudanças de comportamento, disciplina e uma pitada de sacrifício, o que parecia ser só um sonho de Ano Novo pode muito bem se tornar viável.

A principal recomendação é por em prática algo absolutamente intuitivo, mas nem sempre incorporado ao dia-a-dia: o planejamento. Antes de atingir uma meta, afinal, é preciso não só tê-la em mente, mas como delimitar um roteiro para chegar até ela. Estabeleça primeiramente um prazo para conquistá-la. Feito isso, é preciso começar a controlar o orçamento. Em uma planilha, anote toda a renda familiar; as despesas fixas, como aluguel e escola; as variáveis, como alimentação e conta de telefone; e as eventuais, como cinema e roupas. Avalie o que é dispensável ou substituível. Faça os ajustes possíveis nas despesas e passe a acompanhá-las mês a mês. A partir deste mapeamento, logo que receber o salário, tente separar o porcentual a ser poupado e adequar o que sobrou às suas despesas, e não o contrário.

Algumas estratégias ajudam na tarefa de administrar o orçamento, como acompanhar os extratos bancários, guardar os comprovantes de pagamento dos cartões de débito e crédito, e conter os saques nos caixas eletrônicos. A riqueza nos detalhes é recomendável: pequenos gastos são difíceis de rastrear e podem consumir uma parte surpreendente da renda.

O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Evaldo Alves, afirma que algumas mudanças de atitude podem fazer a diferença. “É preciso aprender a comparar e negociar preço, pesquisar promoções e descontos, buscar qualidade sem se preocupar com grife e evitar compras por impulso”, recomenda. Para evitar a tentação de gastar além da medida, faça uma lista de compras antes de ir ao supermercado e tente sair de casa sem o cartão de crédito.

Já p professor de finanças pessoais do Insper, George Ohanian, dá outra importante dica para atingir os resultados esperados: procure fazer com que toda a família esteja comprometida com seu objetivo. “Para que haja comum acordo, pode-se pensar em alternativas como um sistema de recompensas, desde que não seja gasto tudo que foi economizado previamente”, sugere.

A última, mas não menos importante, recomendação é se livrar das dívidas. Os especialistas em finanças pessoais recomendam que os compromissos financeiros não ultrapassem 30% da renda mensal. Em caso de a pessoa já estar endividada, uma saída para ajudar a reduzir seu custo é substituir financiamentos mais caros, como os do cartão de crédito, por outros com taxas de juros menores, como os empréstimos pessoais oferecidos pelos bancos.

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