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Trabalhadores de aplicativos já são 2 milhões no Brasil, mas ainda ganham menos por hora

‘Plataformizados’ cumprem jornada média de 44,7 horas semanais, 5,4 horas a mais do que demais ocupados do setor privado, segundo IBGE

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 set 2026, 18h24 | Atualizado em 4 set 2026, 18h27
Trabalhadores de aplicativos já são 2 milhões no Brasil, mas ainda ganham menos por hora Priorize VEJA no Google

O Brasil tinha 1,96 milhão de pessoas trabalhando por meio de aplicativos em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Trabalho por meio de plataformas digitais 2025, divulgada nesta sexta-feira, 4, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses trabalhadores cumpriam jornada média de 44,7 horas por semana e recebiam 16,20 reais por hora, valor 12% inferior aos 18,40 reais registrados entre os demais trabalhadores do setor privado.

Apesar da diferença no rendimento por hora, o rendimento médio mensal dos dois grupos era praticamente igual. Os trabalhadores por aplicativos recebiam 3.147 reais, enquanto os demais ocupados do setor privado tinham rendimento médio de 3.148 reais. A diferença está na jornada, já que os plataformizados trabalhavam, em média, 5,4 horas a mais por semana.

Do total de trabalhadores por aplicativos, cerca de 1,8 milhão tinham essa atividade como principal e 182 mil utilizavam as plataformas como trabalho secundário. A inclusão dessa segunda modalidade é uma novidade do levantamento de 2025, que passou a captar também o uso de aplicativos para complementar a renda.

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O transporte de passageiros concentrava a maior parcela dos funcionários plataformizados, com cerca de 1,2 milhão de pessoas. Outros 376 mil trabalhavam com entregas de comida e produtos, enquanto 313 mil prestavam serviços gerais ou profissionais por meio de plataformas digitais.

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A informalidade também era maior entre os trabalhadores de aplicativos. Em 2025, 72,1% estavam na informalidade, ante 42,7% entre os demais do setor privado. A cobertura previdenciária alcançava 34% dos plataformizados, enquanto chegava a 63% no outro grupo. O levantamento também mostra que 84,4% dos trabalhadores de aplicativos eram homens e que 47% tinham entre 25 e 39 anos.

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A PNAD Contínua – Trabalho por meio de plataformas digitais 2025 é um módulo da pesquisa do IBGE voltado a investigar as características e as condições de trabalho de pessoas que utilizam plataformas digitais para prestar serviços. O levantamento considera atividades de transporte de passageiros, entrega de comida e produtos e serviços gerais ou profissionais.

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