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Tombini minimiza Moody’s e diz que crescimento do Brasil vai superar expectativas

A afirmação do presidente do BC vem logo após a agência de risco Moody's rebaixar a perspectiva de nota do Brasil para estável

Por Da Redação 3 out 2013, 09h46

Depois da Moody’s rebaixar a perspectiva de rating do Brasil, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, minimizou a avaliação da agência de classificação de risco e exaltou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste trimestre, afirmando que a alta da economia brasileira vai superar as expectativas.

“Podemos ter um terceiro trimestre de acomodação, isto é esperado pelos participantes do mercado, mas será mais favorável do que as pessoas estavam esperando”, afirmou Tombini durante conferência em Londres, na Inglaterra.

Na quarta-feira à noite a agência de classificação de risco rebaixou a perspectiva de rating do Brasil, que mede o perfil da dívida pública do país, de “positiva” para “estável”, citando o fraco crescimento da economia brasileira. A Moody’s, no entanto, manteve o rating dos títulos do governo do Brasil em Baa2. A mudança de perspectiva é o primeiro passo dado quando a agência avalia piora dos riscos do país.

“A agência afirmou que temos grau de investimento”, disse Tombini. “Com isso, duas das três maiores agências confirmaram que o Brasil é grau de investimento”, acrescentou.

Em junho, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor’s (S&P), já havia rebaixado a perspectiva para os títulos da dívida brasileira de “estável” para “negativa”. Recentemente, o vice-presidente da Moody’s admitiu que o país poderia ter sua perspectiva reavaliada para a pior. “O Brasil está crescendo menos do que esperávamos”, analisou Mauro Leos.

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No evento na capital da Grã-Bretanha, o presidente do BC disse ainda que a inflação está recuando em direção ao centro da meta. “A inflação está sob controle. Estamos trazendo ela para perto da meta”, afirmou Tombini, em Londres.

Segundo o Relatório Trimestral, o índice oficial de inflação IPCA subirá 5,8% neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 6,0%, e 5,7% em 2014, ante estimativa anterior de 5,4%.

A meta de inflação do governo é de 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima e para baixo.

Leia ainda: Mercado eleva projeções de inflação para 2013 e 2014

(com agência Reuters)

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