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TIM muda discurso e admite dificuldade em investir

Em nova reunião com a Anatel, presidente da Telecom Italia diz que operadora vai melhorar serviços no país e declara que houve foco na área comercial

Por Da Redação - 26 jul 2012, 15h23

O presidente da Telecom Italia, Franco Bernabè, está no país para tentar amenizar a situação da subsidiária TIM Brasil após a suspensão das vendas de novos planos em 19 estados brasileiros. Em segunda reunião com representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília, o executivo reafirmou sua intenção de melhorar investimentos no país. “Nosso compromisso é total para melhorar a qualidade para os usuários, tanto que destacamos o nº 2 do grupo, Andrea Mangoni, para gerenciar a operação no país”, afirmou. O executivo declarou, pela primeira vez, que a empresa focou a estratégia comercial, a despeito dos investimentos em rede. Mangoni, por sua vez, admitiu que a TIM possuía dificuldade para acompanhar o ritmo de expansão da demanda por tráfego de dados.

O executivo completou que os 8,5 bilhões de reais investidos nos últimos dois anos pela empresa são um demonstrativo do compromisso com o Brasil, e que os investimentos planejados são suficientes para atender às necessidades locais de infraestrutura de telecomunicações. “Esperamos que o governo ajude na obtenção das autorizações necessárias para que os recursos possam ser aplicados”, afirmou o presidente da companhia italiana.

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A Telecom Italia reforçou que a expectativa de que a situação da TIM seja resolvida o mais rapidamente possível. “Problemas operacionais e competitivos não podem ser mantidos por muito tempo”, disse Bernabè.

Reconhecimento – Segundo ele, o crescimento do mercado pode ter gerado atrasos na expansão da infraestrutura. Sobre isso, Bernabè afirmou que a TIM não irá mais preterir os investimentos em infraestrutura em detrimento da expansão de sua base de usuários. “Não vamos forçar estratégia comercial comprometendo rede e qualidade”, afirmou.

O atual presidente da TIM, Andrea Magoni, disse que a empresa sempre trabalha a rede considerando o aumento de tráfego. “O que acontece é que a exigência de tráfego cresce a um ritmo mais veloz que a nossa capacidade de adaptação das redes. Nosso empenho está no sentido de acelerar investimentos e acabar com esse descompasso.”

Mangoni admitiu que foram detectados problemas em alguns estados, “mas não tão graves para uma medida de suspensão”. “Mas isso é passado e queremos aproveitar a crise como oportunidade para melhorarmos nossa performance de rede”, disse, em um discurso bem diferente do que o inicialmente adotado pela TIM, de contestar a decisão da Anatel.

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A TIM já havia apresentado um relatório à Anatel, que, contudo, exigiu mais detalhes da operadora. “Um documento de 800 páginas não se produz da noite para o dia”, disse Mangoni. “Estamos trabalhando há alguns meses com a Anatel, mas talvez não tenhamos sido suficientemente claros ou detalhados – e talvez seja essa uma das causas da decisão.”

(com Agência Estado)

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