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TIM investirá 450 milhões de reais para atender Anatel

Segundo a operadora italiana, estes valores equivalem a uma realocação de investimentos já previstos, e não novos recursos

Por Da Redação - 31 jul 2012, 19h22

A TIM apresentou, dentro de seu plano para retomada das vendas em 19 unidades da Federação, aportes de aproximadamente 450 milhões de reais para se adequar às exigências da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A informação foi do diretor de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole.

Segundo a operadora, estes valores são uma realocação dos investimentos já previstos, e não novos recursos. Os investimentos totais da empresa neste ano, que incluem os gastos com as licenças do 4G, somam aproximadamente 3,5 bilhões de reais.

Confiança – Os executivos da TIM ressaltaram que estão “confiantes” na retomada das vendas nos próximos dias. Girasole destacou que o plano apresentado à Anatel prevê um cronograma de aportes para melhoria dos sistemas de redes, o que deve permitir uma redução das interrupções das chamadas, e para aprimoramento do atendimento. “Estamos detalhando nossa capacidade de resolver os problemas dos clientes”, afirmou.

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Sobre o serviço de banda larga fixa que será lançado a partir de quarta-feira em São Paulo, o diretor de Marketing da TIM Fiber, afirmou que ainda “é cedo” para avaliar o impacto do novo serviço na receita da empresa. “Sempre ajuda, mas está apenas começando. Precisamos ter paciência”, afirmou.

Segundo ele, os serviços da banda larga residencial serão vendido separadamente, sem a opção da criação de algum combo, quer seja com os serviços móveis, quer de televisão por assinatura – a TIM tem parceria comercial com a Sky. “Não vemos a necessidade do cliente contratar o combo”, disse.

Concorrência – Além do cenário macroeconômico adverso, o acirramento da concorrência também afetou o desempenho da TIM no primeiro semestre. “Desde o ano passado, a concorrência vem copiando nossos serviços”, afirmou, sem citar o nome da empresa. “Ou fomos copiados ou criaram (os concorrentes) ofertas para combater nossos serviços”, afirmou.

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Segundo ele, foi percebida ainda uma desaceleração nas chamadas de longa distância, dentro do contexto do cenário macroeconômico menos favorável. “As chamadas locais são mais difíceis de evitar, enquanto a longa distância a pessoa pode se programar, para realizá-la em algum dia específico”, disse.

(com Agência Estado)

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