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Texto da reforma da Previdência está pronto, diz secretário

Segundo Rogério Marinho, proposta é diferente da minuta vazada e deve ser levada ao presidente Jair Bolsonaro ainda nesta semana

Por Larissa Quintino - 12 fev 2019, 15h02

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou nesta terça-feira, 12, que o texto da proposta de reforma da Previdência está fechado e foi apresentado o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Marinho, a proposta está “bastante diferente” da minuta vazada à imprensa na semana passada. A equipe econômica deve levar a proposta ao presidente Jair Bolsonaro entre amanhã e quinta-feira, após ele receber alta do hospital.

O secretário, no entanto, não disse se o texto contempla idades mínimas diferentes para homens e mulheres. Na minuta divulgada na semana passada, o governo propunha fixar em 65 anos de idade o requisito para que homens e mulheres se aposentassem.

A medida é polêmica e algo que Bolsonaro é contra, segundo o vice-presidente, general Hamilton Mourão e o próprio Paulo Guedes.

Com o texto pronto, caberá agora ao presidente tomar sua posição em relação à proposta para definir de que forma ela chegará à Câmara dos Deputados.

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“Vamos aguardar que o presidente convalesça, que ele esteja em plena condição de exercício do seu mandato, que eu espero que seja amanhã ou quinta-feira e, apresentado ao presidente, ele vai definir o prazo (de apresentação do texto à sociedade). Agora (será) o mais rápido possível”, afirmou o secretário.

Segundo Marinho, a proposta que foi fechada já passou por avaliação da Casa Civil e recebeu a contribuição de economistas de todo o país, tendo também observado o texto que já tramita no Congresso, enviado pelo ex-presidente Michel Temer.

“Tentamos apresentar o projeto que eu acredito que representa ao mesmo tempo a média do sentimento de todos os que contribuíram para o processo … sob a determinação do presidente que seja um projeto que tenha justiça, equidade e também um impacto fiscal que permita que o Brasil volte a crescer e gerar empregos”, disse.

 

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