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Tesouro vê maior interesse de estrangeiro institucional

Grau de investimento e estabilidade macroeconômica fazem com que papéis atraiam até os investidores mais conservadores

Para o coordenador de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, um leque maior de investidores revela confiança no país e solidez dos fundamentos econômicos.

O coordenador de Planejamento Estratégico da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira de Medeiros, informou que o Tesouro tem observado um interesse maior de investidores estrangeiros institucionais, como fundos soberanos e de pensão, pelos títulos da dívida pública interna brasileira. Ele contou o caso de um fundo soberano bastante conservador, que só aplicava os seus recursos em países com duas notas acima do grau de investimento inicial, e que flexibilizou as suas regras para aplicar no Brasil. “Foi uma clara demonstração do interesse nos papéis brasileiros”, avaliou Medeiros.

Para o coordenador de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, o leque maior de investidores mostra a confiança na economia brasileira e a solidez dos fundamentos econômicos, o que foi reforçado com o grau de investimento concedido ao Brasil pelas três maiores agências de classificação de risco.

Ele reconheceu que a rentabilidade elevada dos papéis brasileiros, devido aos juros altos no Brasil, é um dos fatores que atraem os investidores. Mas ponderou que, no passado, mesmo com um cenário de juros altos, não havia o mesmo interesse dos investidores estrangeiros pelos títulos brasileiros. Segundo Garrido, a tendência é de um aumento gradual da participação dos estrangeiros no total da dívida.

“Em momentos de incerteza e volatilidade, só o juro não é suficiente para segurar o investidor. Alguns indicadores de solidez são necessários”, disse o coordenador geral de Controle da Dívida Pública, Antonio de Pádua Passos. Ele destacou que o investimento estrangeiro direcionado para títulos de longo prazo não tem um perfil de “capital volátil”. “O maior interesse dos investidores é por títulos de longo prazo. O perfil é extremamente volátil”, comentou Pádua.

(com Agência Estado)