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Tesouro Direto suspende negociações de títulos públicos

Volatilidade nas taxas de juros é o motivo para impedir as operações; leilões extraordinários diários nesta semana visam retirar o excesso de risco

Por Redação - 15 jun 2018, 12h59

O Tesouro Direto anunciou nesta sexta-feira, 15, a suspensão de negociações. “Devido à volatilidade nas taxas de juros dos títulos públicos nesta tarde, informamos que o Tesouro Direto foi suspenso às 12h14. A expectativa é de normalização por volta das 13h30″, diz o órgão em nota divulgada no site.

O impedimento ocorre sempre que há muita volatilidade nas taxas. Diante disso, o Tesouro proíbe as compras e vendas para evitar distorções no mercado, já que os preços tanto dos grandes quanto dos pequenos investidores são os mesmos.

Desde a greve dos caminhoneiros, no mês passado, a turbulência tem dominado o mercado financeiro e levado o Tesouro a fazer impedimentos nas operações quase que diariamente, em algumas situações até mais que uma vez por dia.

A mobilização tornou mais evidente os problemas internos do país, como a questão fiscal. Além disso, a instabilidade política e incertezas eleitorais contribuem para a deterioração do cenário interno. Aliado a isso, a alta de juros nos Estados Unidos levou à escalada do dólar e queda na Bolsa de Valores, ampliando a volatilidade do mercado.

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No fim da semana passada, o Tesouro Nacional anunciou que continuará fazendo, até o final de junho, leilões extraordinários de venda e recompra de títulos públicos. “Os objetivos desses leilões extraordinários são retirar o excesso de risco e prover referência de preços em momentos de elevada volatilidade”, afirmou o subsecretário da dívida pública, José Franco Morais.

A operação é parte de uma estratégia conjunta do Tesouro e do Banco Central de atuação tanto no mercado de câmbio quando no de títulos.

 

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