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Terremoto no Japão tira liderança da Toyota

Antes a maior vendedora de automóveis do mundo, a japonesa foi superada pela GM e pela Volkswagen, depois que sua produção foi afetada pelas consequências do terremoto no Japão

Por Da Redação - 12 maio 2011, 18h45

Entre janeiro e março, a GM vendeu 2,2 milhões de veículos no mundo e a Toyota vendeu 1,79 milhão

A Toyota vendeu 1,79 milhão de veículos no mundo entre janeiro e março, 12% a menos que no mesmo período de 2010. A GM, por sua vez, vendeu 2,22 milhões de automóveis, retomando assim, pelo menos por um trimestre, o posto de maior vendedora no mundo, que perdeu em 2008 para a Toyota. A Volkswagen, cujo objetivo é ser a número um em vendas, atingiu a marca de 2 milhões de veículos no primeiro trimestre.

Outro fator que tem atrapalhado a Toyota desde 2009 foram os repetidos recalls. Cerca de 12 milhões de unidades em todo o mundo apresentaram defeito e isso prejudicou a reputação da companhia entre os consumidores.

A montadora, cuja produção está concentrada em grande parte no Japão, também sofreu muito as consequências da tragédia de 11 de março, que acabou por danificar muitas de suas fábricas fornecedoras. Até o dia 3 de junho, as montadoras do grupo no exterior entregarão apenas 40% do total de veículos previstos antes da catástrofe, enquanto este número será de 50% dentro do Japão.

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Reflexo da tragédia no Brasil – No final de mês de abril, a Toyota avisou que iria cortar produção em sua fábrica em Indaiatuba (SP) por causa da falta de peças de fornecedores do Japão. Outra montadora japonesa, a Honda, também enfrenta problemas. A montadora pode planeja reduzir a produção em 50 % e cortar funcionários. “A produção da Honda, instalada em Sumaré (SP), está totalmente paralisada na manhã desta quinta-feira. O motivo é o anúncio da empresa de reduzir a produção em 50% e também demitir 1.270 trabalhadores diretos e indiretos, a partir de junho”, afirmou o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas e Região, em comunicado.

A fábrica de Sumaré emprega 3.431 funcionários. A montadora não confirmou imediatamente o número de demissões.”A Honda Automóveis do Brasil esclarece que a empresa não tomou nenhuma decisão formal a respeito de demissões no Brasil como consequência do atraso na entrega de componentes eletrônicos provenientes de fornecedores do Japão”, afirma a companhia em comunicado, acrescentando que mantém contato com o sindicato.

Segundo o sindicato, o lançamento de um novo modelo de veículos, previsto para 2011, foi prorrogado para 2012. “Eles (Honda no Brasil) disseram que houve no Japão decisão de cortar o fornecimento de peças para todas as empresas fora do país entre 30% e 50%. No caso da fábrica no Brasil, em 50%, a partir de junho”, disse à Reuters o presidente do sindicato, Jair dos Santos. A entidade propõe como alternativa às demissões redução na jornada de trabalho e férias coletivas.

A fábrica de Sumaré produz os sedãs Civic e City e o monovolume Fit a um ritmo de 650 a 680 veículos por dia. Apesar do Civic ter um índice de nacionalização de peças de 70% e o City e o Fit de 80%, a montadora afirmou no final de abril que a antecipação da parada tinha sido decidida por haver chance de “desabastecimento de componentes a partir do mês de maio”.

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(Com agências France Presse, Reuters e Agência Estado)

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