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Tensão entre Síria e Turquia faz petróleo avançar 4,05%

Contratos futuros de petróleo para novembro, negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), tiveram alta de e o barril encerrou a 91,71 dólares

Por Da Redação 4 out 2012, 18h27

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta quinta-feira, puxados pelo avanço nos preços da gasolina e com temores de uma interrupção da produção no Oriente Médio em função das tensões entre Síria e Turquia.

O contrato de petróleo para novembro subiu 3,57 dólares (4,05%) e encerrou a 91,71 dólares o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent para novembro ganhou 4,41 dólares (4,08%), finalizando a 112,58 dólares.

Após perder 4,08% na véspera, o petróleo negociado na Nymex avançou nesta sessão impulsionado pela forte alta da gasolina. O contrato de gasolina reformulada (RBOB) para novembro avançou 0,1434 dólares (5,12%) e fechou a 2,9429 dólares o galão. Os ganhos foram desencadeados por um incêndio da refinaria da Exxon Mobil, em Baytown (Texas). O fogo já foi apagado, mas vai afetar um volume ainda não especificado de produção. Essa é a maior refinaria dos Estados Unidos, com capacidade de refinar 584 mil barris por dia de petróleo bruto. “O problema na refinaria de Baytown deve ser uma situação muito séria. Trata-se de um cenário físico com impacto nos preços”, comenta Tony Rosado, corretor da Dorado Energy.

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Problemas – Além disso, a gasolina foi impulsionada por um fechamento parcial do oleoduto Colonial. Segundo o operador do oleoduto, as linhas 19 e 20 foram fechadas após relatos sobre um possível vazamento. Essas linhas transportam gasolina e destilados de Atlanta (Geórgia) para Nashville (Tennessee).

Problemas em refinarias e oleodutos geralmente alavancam os preços, à medida que a oferta cai e os traders lutam para cumprir suas obrigações. Outro fator que impulsionou a gasolina e o petróleo foi a queda do dólar. Como são denominados na moeda norte-americana, os contratos se tornam mais baratos para compradores que usam outras divisas quando o dólar se enfraquece.

As tensões geopolíticas também forneceram suporte ao petróleo. Mais cedo, o Parlamento da Turquia aprovou uma nova medida que dá ao governo poderes para enviar soldados à Síria – após ambos os lados trocarem fogo nos últimos dois dias. Essas tensões alimentam receios de que a guerra civil na Síria está se espalhando para países vizinhos, o que pode acabar prejudicando a produção de petróleo no Oriente Médio.

“São os riscos geopolíticos que ajudam os preços do petróleo. Hoje foram as tensões entre a Síria e a Turquia. Amanhã pode ser o Irã”, comenta Andy Lebow, vice-presidente sênior de futuros de energia da Jefferies Bache.

(com Agência Estado)

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