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Tempo favorece safras e Paraná eleva previsão do milho

SÃO PAULO (Reuters) – O tempo tem favorecido o desenvolvimento das lavouras da safra 2011/12 do Paraná, o que levou o governo estadual a elevar a projeção da primeira safra de milho do Estado, o maior produtor do cereal do Brasil. A previsão para a soja ficou praticamente estável ante o mês anterior.

O Paraná deverá produzir 7,42 milhões de toneladas de milho na safra de verão, cerca de 100 mil toneladas acima da previsão do mês passado, informou nesta quinta-feira o Deral (Departamento de Economia Rural).

No ano passado, quando a área plantada foi bastante reduzida, o Paraná produziu 6,1 milhões de toneladas de milho.

“Foi mais um ajuste, está tudo indo bem para as safras do Paraná, com exceção do feijão”, declarou o economista do Deral Marcelo Garrido, citando problemas com o tempo mais frio.

O feijão, cuja primeira safra deve cair 19 por cento ante a temporada passada, para 430 mil toneladas, ainda perdeu área plantada para a soja, que por sua vez não teve um plantio tão expressivo como no ano passado, porque o milho recuperou parte da semeadura.

A área plantada com milho no Paraná aumentou para 936 mil hectares em 11/12, contra 776 mil hectares na temporada passada, enquanto o plantio de soja caiu para 4,4 milhões de hectares, ante um recorde de 4,48 milhões de hectares em 10/11.

O Paraná, segundo produtor de soja do Brasil atrás do Mato Grosso, deverá colher 14,16 milhões de toneladas, previsão praticamente estável ante a do mês passado, de 14,14 milhões de toneladas.

Na temporada passada, o Estado produziu um recorde de 15,3 milhões de toneladas de soja, com um clima excepcional e produtividade média de 3,4 mil toneladas por hectare, segundo o Deral, superando o rendimento por hectare do Mato Grosso.

O plantio do milho primeira safra e da soja estão praticamente finalizados no Paraná, com o cereal ocupando 98 por cento da área projetada e a oleaginosa já plantada em 94 por cento da área.

Os produtores paranaenses aceleraram este ano o plantio de grãos com o objetivo de evitar eventuais períodos de seca durante o verão, em meio à fenômeno climático La Niña, segundo analistas.

TRIGO

A colheita de trigo deste ano, que está praticamente finalizada, com 94 por cento da área já colhida, foi estimada em 2,4 milhões de toneladas, também estável ante a previsão de outubro.

A expectativa para o trigo foi mantida após a safra ter sido fortemente reduzida em meses anteriores, devido ao impacto de geadas para a produção.

O Paraná, maior produtor de trigo do Brasil, produzirá cerca de 1 milhão a menos do que colheu no ano passado, quando a área plantada foi maior e o clima favoreceu.

(Por Roberto Samora)