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Temer recebe empresários no Planalto: ‘Brasil precisa ser reinstitucionalizado’

Em encontro com cerca de 200 empresários, presidente ressalta a importância de retomar o equilíbrio fiscal e elogia sua própria equipe econômica: com ela, 'país está salvo', diz interino

O presidente interino Michel Temer recebe nesta quarta-feira um grupo de cerca de 200 empresários no Palácio do Planalto, em uma tentativa de mostrar que tem o apoio do setor empresarial para aprovar as medidas no âmbito econômico. O encontro é o primeiro compromisso na agenda de Temer voltado especificamente para lideranças empresariais.

Em discurso, Temer ressaltou que o foco da nova gestão é a busca de resultados concretos para o país, como a volta do emprego. Conquistas como essa, disse Temer, serão possíveis a partir da aprovação de medidas, mediante a articulação com as lideranças do Congresso. Como exemplo, ele citou a aprovação, em primeiro turno na Câmara, da prorrogação da Desvinculação da Receitas da União (DRU) até 2023. “Este é um país que precisa ser reinstitucionalizado. Ao longo do tempo, perdemos o respeito das instituições.” Temer também ressaltou a importância de retomar o equilíbrio fiscal e disse que não se comporta como se seu governo fosse transitório. “Mantida esta equipe econômica, o Brasil está salvo.”

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Cautela – Em sua fala, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou a importância de o Congresso aprovar as medidas que estão sendo propostas pela nova equipe econômica para a retomada do crescimento do país.

“Estamos vivendo crise mais intensa da história do Brasil. Vamos aguardar, mas não será surpresa se contração deste ano for a mais intensa desde que PIB começou a ser medido no início do século 20, até maior do que nos Anos 30. É uma crise que gerou 11 milhões de desempregados. Então, nós temos que reverter esse processo”, disse.

Em tom de brincadeira, Meirelles disse que já observa que os investidores “começaram a botar a cara para fora da caverna”, arrancando risos da plateia de empresários. “Sou muito cauteloso em minhas previsões. Gosto de seguir a máxima de prometer menos e entregar mais”, finalizou.

O titular da nova Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, afirmou que o maior problema do país atualmente é a falta de confiança do setor privado. “É compreensível, enquanto a situação institucional do país não estiver claramente definida, que as pessoas tenham receio de colocar seu dinheiro em regras e contratos cujos responsáveis poderão não estar aqui no futuro”, disse.

Indústria – Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), estão presentes representantes de entidades da indústria, comércio, serviços, agricultura, saúde, tecnologia, comunicação e infraestrutura, entre outros. No encontro, o presidente da entidade, Paulo Skaf, aproveitou para criticar uma eventual alta de impostos. “Aumentar impostos em um momento em que a economia está enfraquecida, com as empresas feridas, vai aumentar a inadimplência”, disse. A equipe econômica de Temer, no entanto, ainda não afastou a possibilidade de elevar tributos, ainda que de forma temporária, para reequilibrar as contas públicas.

(Da redação)