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Temer anuncia pacote de R$ 45 bi para a infraestrutura

O presidente disse que serão apresentados 55 novos projetos de parceria com a iniciativa privada

Por Da redação - Atualizado em 7 mar 2017, 18h42 - Publicado em 7 mar 2017, 18h29

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira que o Programa de Parcerias em Investimentos (PPI) deverá atrair 45 bilhões de reais em investimentos em projetos e concessões na área de infraestrutura. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,6% em 2016, emendando dois anos seguidos de retração.

“Serão 45 bilhões de novos investimentos nos setores de energia, transportes e saneamento, que promoverão a criação de 200 mil novos empregos diretos e indiretos”, disse Temer na abertura da reunião do PPI. “Precisamos fazer logo isso, porque mais almejamos é exatamente o combate ao desemprego. Quanto antes pudermos levar isso adiante, tanto melhor.”

O presidente disse que serão apresentados 55 novos projetos de parceria com a iniciativa privada. “Queremos ter uma infraestrutura eficaz para que o escoamento da produção se dê com grande facilidade.”

Segundo ele, os problemas de infraestrutura que afetam o escoamento da produção brasileira foram herdados por seu governo e afirmou que o programa é fundamental para a criação de um novo ambiente de negócios.

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O presidente voltou a afirmar que o Brasil deixou a recessão para trás. “Estamos deixando a recessão profunda para trás e entrando numa fase de prosperidade, onde investimentos privados serão decisivos.”

O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), disse que o governo federal vai propor 35 concessões no setor de linhas de transmissão de energia.

O PPI é uma das apostas do governo Temer para impulsionar o investimento e retomar a economia em um momento que o governo também tem tido que lidar com turbulências na área política, provocadas pela operação Lava Jato, e tem buscado promover uma agenda de reformas junto ao Congresso Nacional, como mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária.

(Com Estadão Conteúdo)

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