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Teles querem adiar adoção da tecnologia 4G

Por Da Redação - 14 set 2011, 10h01

Por Luana Pavani e Renato Cruz

São Paulo – As operadoras celulares parecem ter perdido a pressa pela quarta geração da tecnologia celular (4G). A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) planeja licitar as licenças da faixa de 2,5 GHz, que será usada pelo 4G, até abril de 2012, para que o serviço esteja disponível no País para a Copa do Mundo de 2014.

�O edital deve ser publicado até o fim do ano�, afirmou a conselheira Emília Ribeiro, da Anatel, durante o evento Futurecom, em São Paulo. �Nenhuma operadora quer o 4G logo. O investimento no 3G (terceira geração) é muito alto e o 4G vai exigir investimento também. Mas elas pediram muito essa frequência (de 2,5 GHz) e agora não tem jeito.�

Emília fez uma referência à briga das operadoras de telefonia celular com as operadoras de MMDS (TV paga por micro-ondas), que ocupavam a faixa de 2,5 GHz, e acabaram perdendo parte dela para acomodar o 4G. Há dois anos, as celulares chegaram a dizer que o espectro atual ficaria saturado em pouco tempo. Agora, depois de terem vencido a briga e garantido as frequências, querem deixar para depois.

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A tecnologia do 4G se chama Long Term Evolution (LTE). �O LTE agrega complexidade e não ajuda o negócio�, afirmou Luca Luciani, presidente da TIM. �O que é melhor: gastar bilhões em licenças ou gastar bilhões para ampliar a cobertura na Região Norte?�, questionou.

Luciani argumentou que ainda existem, no mercado mundial, poucos modelos de aparelhos com tecnologia 4G. Na visão dele, a instalação de hotspots Wi-Fi, pontos de acesso público com tecnologia de rede local sem fio, resolveria melhor o problema. �Os smartphones têm Wi-Fi, mas poucos terão 4G�, disse. A TIM começou a instalar hotspots Wi-Fi, com a mesma tecnologia sem fio que as pessoas usam na banda larga de casa, para oferecer serviço a seus clientes e retirar tráfego da rede celular.

Para Francisco Valim, presidente da Oi, não existe problema em o leilão acontecer até abril. Ele defendeu, no entanto, que a Anatel defina com clareza como venderá as faixas de 700 MHz e de 3,5 GHz, que também poderiam ser usadas pelo 4G, antes do leilão de 2,5 GHz. �O prazo pode ser cumprido, mas as empresas precisam ter condições de planejar tudo�, disse Valim.

O leilão de 3,5 GHz já deveria ter acontecido, mas foi paralisado por queixas de interferência na banda C, serviço de comunicação via satélite que transporta sinais de TV aberta e de telecomunicações. Segundo Emília Ribeiro, a Anatel está trabalhando numa solução técnica para isso.

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