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Telecom Italia quer desbancar Telefónica em oferta pela GVT

Telefónica havia oferecido 6,7 bilhões de euros pela GVT, além de uma participação na própria Telecom Italia, da qual é acionista

A Telecom Italia está em negociação com a Vivendi para adquirir a operadora brasileira GVT e superar uma recente oferta feita pela rival espanhola Telefónica, disseram fontes próximas à empresa. Segundo a Reuters, o plano pode ser finalizado nas próximas três semanas e prevê uma proposta da Telecom Italia pela operadora brasileira de TV paga e banda larga, seguida de uma troca de ações que permitiria à francesa Vivendi adquirir uma fatia na operadora de telefonia italiana. Os executivos da Telecom Italia estão trabalhando na transação com Citigroup, Mediobanca e Bradesco, afirmaram diversas fontes à Reuters.

A notícia vem à tona pouco depois de a Telefónica, maior acionista individual da Telecom Italia nos últimos seis anos, fazer uma oferta de 6,7 bilhões de euros (ou 20 bilhões de reais) pela GVT no início desta semana. A operadora espanhola também ofereceu à Vivendi a chance de adquirir, por meio da operação, uma fatia de 8,3% na Telecom Italia, que detém 67% da segunda maior operadora de celular do Brasil, a TIM Participações. A Telefónica está trabalhando com o JP Morgan no acordo, segundo as fontes.

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O acordo com a Vivendi permitiria à Telecom Italia se libertar da Telefónica e fortalecer sua posição na América Latina. O presidente do Conselho da Vivendi, Vincent Ballore, já é um dos investidores estrangeiros mais influentes da Itália graças a uma fatia de 9% no Mediobanca, um dos maiores bancos de investimento do país. A companhia italiana disse na quarta-feira que estava considerando todas as opções no Brasil. Procurados, Telecom Italia, Vivendi, Mediaset e os bancos se recusaram a comentar.

Tanto a Telefónica quanto a Telecom Italia tem movimentado o setor de telecomunicações no Brasil. Apesar de agora as duas empresas disputarem a GVT, há menos de um ano foi a espanhola que teve de aumentar sua fatia na Telco, holding que controla a Telecom Italia, justamente porque a empresa estava em apuros. Com o aumento, questões concorrenciais foram levantadas no Brasil, já que a Telecom Italia é controladora da TIM e a Telefónica, da Vivo. Com o avanço da participação da espanhola, ela poderia influenciar os negócios da TIM. Por isso, neste ano, a Telefónica se viu obrigada a vender parte de suas ações na Telecom Italia para conseguir cumprir as exigências concorrênciais no Brasil.

(Com Reuters)