Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

TCU pede explicações ao governo sobre concessão de áreas do pré-sal à Petrobras

Contratação, sem licitação, voltada a quatro áreas do pré-sal foi anunciada em junho. Operação pode render R$ 15 bilhões à União

Por Da Redação 14 out 2014, 17h39

O Ministério de Minas e Energia (MME) terá que dar explicações ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a concessão, sem licitação, de quatro áreas do pré-sal repassadas em junho à Petrobras. A decisão havia sido tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sem disputa de concorrência. A operação é alvo de um processo instaurado no mês passado pelo TCU.

O pedido de esclarecimento foi formalizado pelo ministro José Jorge, do TCU, em despacho que integra o “processo de acompanhamento de desestatização” da exploração petrolífera no país.

De acordo com a assessoria de imprensa do MME, o ministério ainda não recebeu o documento, mas responderá a todos os questionamentos de Jorge.

Leia mais:

Efeito Aécio faz bolsa registrar maior alta em 3 anos

Continua após a publicidade

Corrupção na Petrobras financiou campanhas de PT, PMDB e PP, diz Costa

Em junho, o CNPE decidiu não realizar licitação para conceder as áreas de Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi à Petrobras. O conselho, formado por integrantes do governo e da própria estatal, argumentou que se tratavam de áreas adjacentes a uma concessão anterior arrematada pela Petrobras no pré-sal. Com a operação, a estatal ganhou reservas adicionais entre 10 bilhões e 15 bilhões de barris.

A Petrobras terá de desembolsar 15 bilhões de reais para ficar com as quatro áreas, sendo 2 bilhões de reais no ato de assinatura do contrato, ainda não assinado, e o restante em barris de petróleo. A operação é vista como uma forma de injetar recursos no caixa do Tesouro Nacional, ajudando o governo a fechar a contas deste ano.

O ministro Jorge cobra “justificativas” do MME sobre essa operação “demonstrando os benefícios que somente seriam possíveis com a assinatura do contrato ainda no ano de 2014 e quais seriam as implicações e prejuízos para a União se a contratação direta fosse concluída após a revisão do contrato de cessão onerosa”. O ministério terá cinco dias para repassar as informações ao TCU, a partir da notificação formal do despacho assinado por Jorge.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também o mesmo prazo para entregar ao MME informações e documentações referentes aos estudos das áreas em questão, resultados atuais e previsões contratuais.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade