Taylor Swift ou Havaí? A pergunta que faz empresas repensarem prêmios concedidos aos funcionários
Estudo mostra que 56% das companhias globais veem jovens mais propensos a rejeitar destinos que não estejam alinhados a seus valores pessoais
Para as novas gerações, uma experiência como assistir a um show de “diva pop” pode ser mais atraente do que uma viagem tradicional de incentivo. É o que mostra o Incentive Travel Index (ITI) referente a 2025, levantamento global que ouviu 716 profissionais sobre as mudanças no perfil dos funcionários que recebem esse tipo de premiação.
Segundo a pesquisa, 39% dos entrevistados concordam que as gerações mais jovens prefeririam ver Taylor Swift a ganhar uma viagem ao Havaí. Outros 32% discordam e 30% se disseram indecisos.
A pesquisa também mostra que os critérios para uma viagem de incentivo estão mudando. 56% acreditam que os profissionais mais jovens têm maior probabilidade de recusar uma viagem se o destino não estiver alinhado a seus valores pessoais. Outros 41% avaliam que as novas gerações encaram a viagem de incentivo mais como um direito adquirido do que como uma recompensa.
Apesar dessas mudanças, a ideia de que as viagens corporativas tradicionais estão perto do fim ainda não é majoritária. 47% discordam que esse modelo tenha se tornado irrelevante para os mais jovens e vá desaparecer na próxima década, enquanto 19% concordam e 34% estão indecisos.
O levantamento aponta para uma mudança na forma como as empresas pensam seus programas de incentivo para reter talentos. Para uma parcela crescente dos profissionais mais jovens, o prêmio pode estar menos relacionado ao destino final e mais à experiência oferecida — seja uma viagem, seja a oportunidade de acompanhar de perto um grande evento cultural.







