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Taxas de risco pagas por Espanha e Itália sobem mesmo após plano de ajuda

Por Pierre-Philippe Marcou 11 jun 2012, 17h02

Após um início de sessão favorável, a taxa de risco – diferença paga pela dívida do país com relação ao que paga o bônus alemão a dez anos – da Espanha voltou a subir, em um mercado preocupado com os efeitos da ajuda da Eurozona na dívida pública do país, arrastando consigo a taxa de risco italiana.

Às 17H33 GMT (14H33 de Brasília), o rendimento do bônus espanhol a dez anos era de 6,508% (contra 6,192% de sexta-feira), apesar de ter recuado a menos de 6% pela manhã. No mesmo horário, a taxa de risco subia para 520,170 pontos.

O bônus da Itália com o mesmo vencimento chegou a superar levemente os 6% e a taxa de risco bateu os 473 pontos, também em alta.

A zona do euro acordou no sábado conceder um empréstimo de até 100 bilhões de euros à Espanha para recapitalizar seu setor bancário, que será injetado através do fundo público espanhol de ajuda aos bancos, o FROB.

A princípio, o mercado felicitou o plano, mas os investidores se perguntam agora sobre as condições do mesmo.

“Essa dúvida quanto às condições explicam a alta das taxas”, diz Frédérik Ducrozet, economista do Crédit Agricole CIB. “Muitos detalhes do plano são ainda desconhecidos, principalmente quanto ao montante e a taxa de juros a ser paga por ele”, completa.

Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, juros de 3% ou 4% seriam razoáveis.

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