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Taxa Tobin não deixará mercados mais seguros–governo britânico

Por Da Redação - 31 jan 2012, 14h26

Por Huw Jones

LONDRES, 31 Jan (Reuters) – Taxar operações ultra rápidas, como a França prometeu fazer nesta semana, encorajaria a saída de negócios para outros lugares e não deixaria os mercados mais estáveis, disse a Grã-Bretanha nesta terça-feira.

O ministro de serviços financeiros do Reino Unido, Mark Hoban, afirmou que o governo britânico ainda vetaria qualquer taxa sobre transações financeiras com abrangência em toda a União Europeia, apelidada de taxa Tobin, que atingiria Londres com mais força, uma vez que o país é o centro de operações financeiras do bloco.

“Em um momento em que a União Europeia precisa de mais crescimento e de mais empregos, isso seria uma coisa muito insensata a se fazer”, afirmou Hoban a deputados da Câmara Alta do Parlamento britânico.

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“A única forma de ter um imposto sobre transações financeiras que funcionasse seria introduzi-la globalmente”, disse Hoban.

Esperanças por um acordo global esmaeceram com a oposição do Canadá, Estados Unidos e em outros lugares.

A União Europeia propôs um imposto sobre transações com ações, títulos e derivativos a partir de 2014 para levantar 57 bilhões de euros por ano, com grande parte desse montante oriunda da Inglaterra. É necessário unanimidade entre os 27 países-membros, mas, assim como a Inglaterra, a República Tcheca e a Suécia também se opõem.

Isso tem levado países da zona do euro a pensarem em implementar o imposto sozinhos, mas Hoban duvida que isso possa acontecer.

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Países da zona do euro como Irlanda e Luxemburgo possuem grandes centros de gerenciamento de fundos e seriam atingidos com os negócios indo para outros lugares, disse Hoban. A Suécia tentou e falhou em implementar uma taxa Tobin duas décadas atrás.

“Há lições para aprender da experiência sueca de introduzir um FTT [imposto sobre transações financeiras, na sigla em inglês] nos anos 1980, que causou uma forte queda dos mercados financeiros suecos”, disse separadamente nesta terça-feira Sarah Lane, sócia de serviços financeiros na KPMG.

REUTERS NC HBB

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