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Taxa financeira só faz sentido com apoio europeu

Por Jacques Demarthon 10 jan 2012, 07h34

A ministra do Orçamento e porta-voz do governo da França, Valérie Pécresse, afirmou nesta terça-feira que o imposto sobre transações financeiras só faz sentido se for apoiada pela Europa, mas destacou que Paris pretende dar o exemplo.

“Esta taxa só faz sentido se for apoiada pela Europa, porque se a França a aplicar unilateralmente é evidente que depois de certo prazo será evitada”, afirmou.

“Nós estamos reunindo nossos sócios europeus ao redor da necessidade desta taxa”, completou a ministra, em referência aos italianos e alemães, assim como ao projeto elaborado pela Comissão Europeia.

Ao ser questionada sobre a introdução da medida na lei de finanças retificada que deve ser discutida em fevereiro no Parlamento, a ministra evitou a questão.

Em uma reunião na segunda-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se esforçaram para mostrar concordância sobre a crise financeira, mas ainda existem divergências a respeito da aplicação de um imposto sobre as transações financeiras.

Sarkozy reiterou a determinação de prosseguir sozinho para cobrar o imposto, enquanto Merkel defende a busca de um compromisso europeu.

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