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Taxa de juros cai mais para empresa do que para pessoa física

De março de 2013 a agosto de 2018, a taxa de juros média para pessoa física subiu 35,74 pontos porcentuais, avançando de 87,97% para 123,71% ao ano

Por Redação Atualizado em 19 set 2018, 20h59 - Publicado em 19 set 2018, 17h54

As empresas têm sido as maiores beneficiadas pelo processo de redução da taxa básica de juros. De março de 2013 a agosto de 2018, a Selic sofreu um corte de 0,75 ponto porcentual, passando de 7,25% para 6,50% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve hoje a Selic em 6,5% pela quarta reunião seguida.

De março de 2013 a agosto de 2018, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 35,74 pontos porcentuais, avançando de 87,97% para 123,71% ao ano. A elevação foi bem menor para as pessoas jurídicas: 11,43 pontos porcentuais – passando de 43,58% para 55,01% ao ano, segundo levantamento realizado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

No mês passado, segundo a Anefac, a taxa de juros média geral para pessoa física teve uma redução de 0,04 ponto percentual, passando de 6,99% para 6,94% ao mês. É a menor taxa média desde maio de 2015.

Para as pessoas jurídicas, o corte na taxa de juros foi de 0,10 ponto percentual no mês, recuando de 3,82% para 3,72% ao mês.

Para o diretor-executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a redução do custo do crédito pode ser explicada pela diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos e elevados patamares de spreads bancários (diferença entre o custo de captação e o cobrado do cliente).

Oliveira diz que as incertezas geradas pelo cenário eleitoral e fatores externos – como as crises de economias emergentes (Argentina, Turquia e África do Sul) – podem voltar a elevar o custo do crédito na ponta.

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