ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Taxa de desemprego se mantém em 5,3% no trimestre encerrado em agosto

Resultado repete o trimestre móvel encerrado em julho, enquanto a população ocupada bate recorde e soma 103,5 milhões de pessoas

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 set 2026, 09h14 | Atualizado em 29 set 2026, 09h58
Taxa de desemprego se mantém em 5,3% no trimestre encerrado em agosto Priorize VEJA no Google

A taxa de desemprego alcançou 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto (junho, julho e agosto), segundo os números divulgados nesta terça-feira 29 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do mesmo resultado registrado no trimestre móvel anterior (maio, junho e julho). Com isso, 5,8 milhões de pessoas encontravam-se desocupadas tanto no fim de agosto, quanto no fim de julho. Já na comparação com o trimestre encerrado em agosto do ano passado, quando 6,1 milhões de brasileiros estavam desempregados, houve queda de 0,3 ponto percentual na taxa de desocupação.

Já a população ocupada – aquela que desempenhava alguma atividade geradora de renda no período pesquisado – alcançou o recorde de 103,5 milhões de pessoas. Na comparação com julho, houve um acréscimo de 200 000 pessoas ao contingente ocupado. Em relação a agosto de 2025, quando havia 102,4 milhões de ocupados, o avanço foi de pouco mais de 1 milhão de empregos criados – uma alta de 1%.

O nível de ocupação, que mede quantas pessoas em idade de trabalhar estão, efetivamente, empregadas, permaneceu em 58,9% no trimestre findo em agosto, o mesmo de julho. Ainda assim, trata-se do maior patamar do ano, o que pode indicar que o mercado de trabalho alcançou seu teto.

Outros números também mostram estabilidade na comparação com julho. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado encerrou agosto em 39,5 milhões, em linha com os 39,4 milhões do mês retrasado e dos 39,1 milhões de doze meses atrás. Os trabalhadores informais somaram 13,7 milhões, ligeiramente abaixo dos 13,8 milhões de julho, mas acima dos 13,5 milhões de agosto de 2025. Outros 26,1 milhões de brasileiros trabalhavam por conta própria no trimestre encerrado no mês passado. O número é idêntico ao de julho e maior que os 25,9 milhões de agosto de 2025.

Continua após a publicidade

O que, nas propagandas do governo Lula, soa a uma situação de pleno emprego oculta alguns dados preocupantes, no entanto. A taxa de subutilização da mão de obra, composta pelos desempregados, pelos que trabalham menos horas que o desejado, e pelos que gostariam de trabalhar, mas não podem – como as mães que não encontram uma creche para deixar os filhos – permanece em nível elevado.

No trimestre encerrado em agosto, a taxa de subutilização foi de 13,1%, ligeiramente acima dos 13% do trimestre de julho, mas menor que os 14,1% de agosto do ano passado. Com isso, cerca de 15 milhões de pessoas estavam subutilizadas de junho a agosto, ante 14,9 milhões de maio a julho, e 16 milhões doze meses antes. A subocupação por insuficiência de horas – isto é, quem trabalha menos que o necessário para se manter -, alcançou 4,3 milhões de indivíduos em agosto, resultado pouco acima dos 4,2 milhões de julho. Na comparação com doze meses atrás, quando esse grupo somava 4,6 milhões, houve queda de 6,5%.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA 10.10

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).