Taxa de desemprego nos EUA sobe para 7,9% em janeiro

Apesar do ritmo menor de abertura de novas vagas neste início de ano, relatório do Departamento do Trabalho reforça que economia do país está melhorando

Por Da Redação - 1 fev 2013, 13h10

Os Estados Unidos registraram avanço de 0,1 ponto porcentual na taxa de desemprego, para 7,9% em janeiro. A expectativa de analistas era de que o número de empregados no país aumentasse em 160 mil cargos no último mês do ano e que a taxa de desemprego permaneceria em 7,8%. No entanto, foram 157 mil postos criados no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. Houve, ainda, mais 127 mil postos criados em novembro e dezembro do que informado anteriormente.

Todos os ganhos de emprego em janeiro foram no setor privado, em que a contratação foi tão generalizada como em dezembro e os declínios do emprego no setor público permaneceram moderados. O setor de produção de bens registrou o terceiro mês de sólidos ganhos, com o emprego na indústria avançando pelo quarto mês seguido. As folhas de pagamento em construção aumentaram em 28 mil cargos, após alta de 30 mil em dezembro.

Dentro do vasto setor de serviços privados, os empregos no varejo subiram em 32.600 após alta de 11.200 em dezembro. Com isso, o emprego no varejo aumentou por sete meses consecutivos. A média de ganhos por hora subiu quatro centavos no mês passado, mostrando uma alta estável. Eles avançaram 2,1% nos 12 meses até janeiro.

No entanto, o relatório de emprego desta sexta-feira mostra que a economia dos Estados Unidos está melhorando, mas o Congresso precisa agir e promover políticas que estimulem o crescimento para evitar cortes profundos previstos para entrar em vigor no próximo mês, afirmou o economista da Casa Branca Alan Krueger.

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“A administração continua a pedir ao Congresso que caminhe na direção de um orçamento federal sustentável, de uma forma responsável, que equilibre receitas e gastos (…), enquanto promove investimentos críticos na economia que promovam o crescimento e a criação de empregos”, completou Krueger em nota.

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O resultado do mercado de trabalho deve aliviar preocupação sobre o risco de recessão na economia, que cresceu após a divulgação na quarta-feira de uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre. Segundo dados divulgados na quarta-feira, a economia americana caiu 0,1% no quarto trimestre, impactado por uma forte desaceleração no ritmo do acúmulo de estoques e uma queda nos gastos de defesa. A supertempestade que atingiu a Costa Leste no final de outubro – Sandy – também pesou na produção.

Indústria – Ainda nesta sexta-feira, saiu nos EUA o dado sobre setor industrial. De acordo com relatório do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), o ritmo de crescimento do setor industrial americano acelerou em janeiro para o maior nível em nove meses, com novas encomendas e empregos melhores. O ISM informou que seu índice de atividade da indústria nacional subiu para 53,1 pontos em janeiro ante 50,2 em dezembro, superando as expectativas de economistas de 50,6 pontos. Leitura acima de 50 indica expansão no setor.

Esse foi o maior nível desde abril do ano passado. Principal fonte de força para a economia nos primeiros anos da recuperação, o setor industrial perdeu força no segundo semestre do ano passado e contraiu em novembro na esteira da supertempestade Sandy.

O índice de novas encomendas aumentou para 53,3 pontos em janeiro, ante 49,7 do mês anterior, enquanto a medida de emprego subiu a 54 pontos, ante 51,9 pontos.

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(com agência Reuters)

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