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Taxa de desemprego fecha 2013 em mínima histórica – na metodologia que será aposentada

Índice recuou a 4,3% em dezembro, informou o IBGE. Na média de 2013, taxa ficou em 5,4%. Novo modelo de cálculo deve mostrar, porém, que o desemprego no país é maior

Por Da Redação 30 jan 2014, 09h43

A taxa de desemprego no Brasil registrou nova mínima histórica em dezembro, ao cair para 4,3%, ante 4,6% em novembro, informou o Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado veio em linha com o esperado por analistas, cujas estimativas variavam de 4,20% e 4,50%. Em dezembro de 2012, a taxa também estava em 4,6%. Na média dos 12 meses, a taxa de desocupação ficou em 5,4%, também a menor média anual, e abaixo da observada em 2012 (5,5%).

Contudo, vale ressaltar que este resultado não engloba a nova metodologia que o instituto anunciou há duas semanas. Na Pesquisa Mensal do Emprego (PME), a amostra de dados abrange apenas seis regiões metropolitanas – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Na nova, serão usados detalhes da nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), chamada pelos pesquisadores de “PNAD Contínua”.

Com isso, o IBGE deixará de divulgar mensalmente a taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas a partir de 2015 – a publicação será trimestral. Economistas acreditam que o dado trimestral, que engloba todo o Brasil, deverá revelar uma taxa maior que os dados atuais – pois já há, entre a PME e a PNAD nacional, uma discrepância nesse sentido. Em setembro de 2012, por exemplo, enquanto a PNAD apresentou uma taxa de desemprego nacional de 6,7%, a da PME era de 5,4%.

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Ainda segundo o IBGE, em dezembro o rendimento médio foi a 1.966,90 reais, queda real de 0,7% sobre novembro mas, em comparação com dezembro de 2012, houve alta de 3,2%. Em 2013 fechado, a média anual do rendimento subiu 1,8%.

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A população ocupada cresceu 0,2% em dezembro na comparação com novembro e recuou 0,5% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,33 milhões de pessoas.

Já a população desocupada chegou a 1,061 milhão de pessoas, queda de 6,2% ante novembro, e queda de 6,6% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Baixos níveis de desemprego foram vistos ao longo do ano passado apesar da fraqueza da economia, favorecendo o desempenho do consumo no país e o setor de serviços.

(com agência Reuters)

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