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Taxa de desemprego em novembro é a menor para o mês

Índice ficou em 4,9% no mês passado, segundo o IBGE. Já a renda média do trabalhador subiu a 1.809 reais, a maior da série histórica, iniciada em 2002

Por Da Redação - 21 dez 2012, 08h31

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 4,9% em novembro, ante 5,3% em outubro, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do menor patamar registrado no mês desde o início da série histórica, em 2002. A taxa fica acima apenas dos 4,7% registrados em dezembro do ano passado.

O IBGE informou ainda que o rendimento médio da população ocupada subiu 0,8% no mês passado ante outubro e 5,3% sobre novembro de 2011, atingindo 1.809,60 reais, maior da série histórica. Já a população ocupada cresceu 0,4% em novembro na comparação com outubro e 2,8% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,463 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

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A população desocupada chegou a 1,208 milhão de pessoas em novembro, queda de 8% ante outubro e de 3,5% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Entre outubro e novembro, informou o IBGE, os setores que mais contrataram foi o da construção civil e serviços prestados a empresas. Diante de uma atividade que ainda mostra sinais de dificuldades em deslanchar, o baixo nível de desemprego e o aumento da renda ajudam a evitar desempenhos piores na economia. A retração dos investimentos e a estagnação do setor de serviços pesaram sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que cresceu apenas 0,6% ante o período anterior.

Temporários – A queda de 5,3% para 4,9% na taxa de desemprego no país, na passagem de outubro para novembro, foi puxada pelo aumento na contratação de temporários, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. “A pesquisa mostra redução expressiva no contingente de desocupados, mas também aumento na população ocupada”, explicou Azeredo.

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Em novembro, houve redução de 106 mil pessoas no contingente de desocupados, enquanto o número de ocupados aumentou em 98 mil trabalhadores. A tendência é de que o movimento se repita em dezembro, mês em que há tradicionalmente abertura de mais vagas temporárias e menos dias úteis para que os desocupados procurem emprego.

“Os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego estão bastante alinhados ao comportamento sazonal. Havia expectativa de que a taxa de desocupação agora em novembro fosse cair em função da redução do contingente de pessoas procurando trabalho, dado que nessa época do ano é comum haver no mercado uma contratação de trabalhadores temporários. O mercado responde a esse comportamento sazonal. Esse é ponto bastante favorável”, disse o coordenador do IBGE.

Embora os números ainda estejam favoráveis, se a atividade econômica estivesse mais aquecida, o mercado poderia ter gerado mais empregos, além do movimento sazonal. “Não posso afirmar que um menor ritmo na economia possa estar se refletindo no mercado de trabalho agora. Há redução na desocupação, há aumento, ainda que tímido, do contingente de ocupados. Talvez, se a economia estivesse num cenário mais aquecido, a resposta do mercado de trabalho teria sido mais forte, ou seja, a ocupação teria crescido mais, a desocupação teria se reduzido mais fortemente e, consequentemente, você teria uma taxa (de desemprego) até menor. Mas a gente não pode afirmar”, disse ele.

Em novembro, o nível de ocupação no país foi recorde, 55,3%, após ter ficado em 55,0% em outubro. O montante de pessoas ocupadas também foi o maior já registrado: 23,5 milhões.

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(com Reuters)

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