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Taxa de desemprego de 7 regiões deve chegar a 1 dígito

Por Da Redação - 31 jan 2012, 11h53

Por Anne Warth e Wladimir D’Andrade

São Paulo – A taxa de desemprego nas sete regiões metropolitanas consultadas na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) deve chegar a um dígito neste ano. A previsão foi dada hoje pelo coordenador da Fundação Seade, Alexandre Loloian, e pelo economista do Dieese, Sérgio Mendonça. “Vamos voltar para a era de um dígito, com taxas de juros de um dígito e de desemprego de um dígito”, afirmou Mendonça, durante a divulgação dos resultados da PED em dezembro e no acumulado de 2011.

O economista do Dieese afirmou, porém, que as taxas de desemprego devem subir no primeiro trimestre de 2012, por razões sazonais, mas devem voltar a cair ao longo de todo o ano. “Essa previsão de desemprego de um dígito é bem consistente”, diz. De acordo com Mendonça, esse cenário só poderá mudar em caso de uma crise bancária na Europa ou na China. “O País deve crescer entre 3% e 4% neste ano e com a PEA (População Economicamente Ativa) crescendo pouco, como ocorreu em 2011 (de +0,5%), não é difícil que tenhamos um desemprego de um dígito ao final de 2012”, afirmou.

Hoje, o Seade e o Dieese divulgaram que a taxa média de desemprego nas sete regiões metropolitanas pesquisadas – Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal – caiu para 10,5% em 2011, ante 11,9% em 2010. O resultado é o menor desde 2009, quando a PED passou a considerar sete regiões metropolitanas, também é a menor desde 1998, quando a série começou a ser feita, com seis regiões.

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O número total de desempregados na região metropolitana de São Paulo ficou em dezembro abaixo de 1 milhão pela primeira vez desde janeiro de 1995. Ao final do ano passado, eram 968 mil desempregados na região, 58 mil a menos que em novembro. Em janeiro de 1995, eram 961 mil pessoas desocupadas.

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