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Tarifaço: veja os produtos que escaparam da taxa de 25% de Donald Trump

Entre todos os setores, o agronegócio foi o que teve mais itens na lista de exceções

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 08h17 | Atualizado em 16 jul 2026, 15h13
Tarifaço: veja os produtos que escaparam da taxa de 25% de Donald Trump Priorizar nos meus resultados Google

O Gabinete do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) impôs tarifas de 25% contra uma parcela de produtos brasileiros na noite desta quarta-feira, 15. As tarifas serão impostas a partir do dia 22 de julho. A decisão foi tomada após uma longa negociação, que ainda conseguir evitar tarifas sobre boa parte de produtos brasileiros.

Ainda assim, alguns segmentos da economia ficaram sem tarifas, como parte relevante do agronegócio, indústria de base, setor aeronáutico e produtos farmacêuticos e químicos, todos itens estratégicos para a economia americana. A lista tem mais de 800 itens, entre eles minerais críticos, suco de laranja, carnes, café e componentes de aeronaves.

A decisão por tarifas adicionais foi tomada após as audiências dos dias 6 e 7 de julho. E também devido as reuniões bilaterais entre o Embaixador Jamieson Greer e representantes do governo brasileiro.

Segundo o USTR, os produtos que ficaram de fora dessa lista (ao fim da reportagem) vão receber tarifas de 25% devido às medidas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, interferência no combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

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“Essa questões são injustificáveis ​​e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos, o que permite o uso de tarifas”, explica o Gabinete do Representante de Comércio dos Estados Unidos em nota.

Em resposta, o governo brasileiro anunciou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos e retomará o caso na Organização Mundial do Comércio (OMC). O anúncio abre caminho para contramedidas, mas não significa retaliação automática. Ao mesmo tempo em que endurece a resposta institucional, o Planalto afirma que nunca deixou a mesa de negociação.

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Ontem, em entrevista coletiva com a imprensa, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os empresários brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países. “Vamos avaliar quais setores serão impactados e vão apoia-los, como o governo brasileiro fez na última vez”, conclui Durigan. Veja a lista de itens que estão fora do tarifaço a seguir.

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