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Tarifa aérea doméstica teve alta de 0,84% em 2012

A tarifa aérea média doméstica real de 2012 ficou em 294,83 reais, valor 0,84% superior ao apurado em 2011, de 292,38 reais.

Por Da Redação 23 ago 2013, 13h49

A tarifa aérea média doméstica real de 2012 ficou em 294,83 reais, valor 0,84% superior ao apurado em 2011, de 292,38 reais. O dado, que representa o valor consolidado do ano passado, foi divulgado nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A elevação é registrada após três anos consecutivos de redução, destaca a agência.

Na comparação com 2002, o valor ficou 42,77% inferior à tarifa aérea média de 515,17 reais registrada naquele ano. A Anac acaba de concluir o cálculo das tarifas do quarto trimestre do ano passado e, com isso, divulgou o valor consolidado de 2012.

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Apesar da alta das tarifas aéreas domésticas em 2012 em relação a 2011, o passageiro pagou menos da metade do que pagava há dez anos para voar, destaca a Anac. No ano passado, a maioria dos assentos (65%) foi comercializada com tarifas inferiores a 300 reais, enquanto em 2002 este porcentual foi de apenas 23%. Tarifas inferiores a 100 reais representaram 13% em 2012, mas em 2002 o porcentual de assentos comercializados abaixo desse valor foi praticamente nulo.

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A tarifa aérea média doméstica é um indicador que representa o valor médio pago pelo passageiro em uma viagem, em razão da prestação dos serviços de transporte aéreo. O indicador é calculado por meio da média ponderada das tarifas aéreas domésticas comercializadas e as correspondentes quantidades de assentos comercializados.

Custos – Em nota, a agência ressalta que a elevação observada em 2012 ocorreu em um momento em que o aumento dos custos impacta o setor aéreo e que isso levou o setor à implementação de ajustes na estrutura de oferta do serviço e de tarifas frente ao cenário adverso.

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De acordo com a Anac, esse cenário foi caracterizado por um conjunto de fatores que incluem a desaceleração da economia e da demanda por transporte aéreo, a alta do preço do barril de petróleo e a valorização do dólar em relação ao real – que causam impacto direto nos custos de combustível, arrendamento, manutenção e seguro de aeronaves. “Tais custos representaram mais da metade do total de custos e despesas de voo da indústria em 2012”, cita nota da agência.

Segundo a Anac, tendo em vista os resultados financeiros negativos apresentados pelo setor desde 2011, os ajustes de oferta e de tarifas que têm sido realizados pela própria indústria representam uma adequação ao novo cenário, com objetivo de recuperar a rentabilidade e assegurar a continuidade e a segurança dos serviços.

(com Estadão Conteúdo)

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