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Superávit primário fica em R$ 5,57 bilhões em julho

Rombo nas contas públicas dobra em junho. Déficit ocorre sempre que a economia para pagar os juros é insuficiente para realizar o pagamento do período.

O setor público consolidado registrou em julho 5,570 bilhões de reais de superávit primário, segundo informou nesta sexta-feira o Banco Central. O resultado ficou dentro do intervalo previsto por analistas, que estimava um primário do setor público entre 4,2 bilhões de reais e 6,8 bilhões de reais, e ligeiramente acima da mediana projetada, de 5,4 bilhões de reais.

Segundo o BC, a maior parte do superávit primário do mês passado foi gerada pelo governo central, que terminou o período com saldo positivo de 3,835 bilhões de reais. Os governos regionais contribuíram com 1,005 bilhão e as empresas estatais, com 730 milhões de reais.

O BC informou ainda que, no acumulado do ano até julho, o superávit primário do setor público consolidado foi de 71,229 bilhões de reais (2,83% do PIB). Em igual período de 2011, ele estava em 3,11%. Quando observados os últimos 12 meses encerrados em julho, o superávit primário diminuiu para 107,960 bilhões de reais (2,51% do PIB). Até junho, o primário de 12 meses somava 116,180 bilhões de reais, o equivalente a 2,71% do PIB.

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Dívida líquida – A dívida líquida do setor público recuou de 35,1% do PIB em junho, para 34,9% do PIB em julho. A dívida do governo central, governos regionais e empresas estatais terminou o mês passado em 1,504 trilhão de reais. Na comparação com dezembro do ano passado, a dívida líquida apresenta redução de 1,5 ponto porcentual do PIB.

O BC informou ainda que a dívida bruta do governo geral subiu 57,2% do PIB em junho, para 57,6% do PIB em julho. A dívida bruta encerrou o mês passado em R$ 2,48 trilhões.

Déficit nominal – O setor público consolidado encerrou julho com déficit nominal de 11,866 bilhões de reais, muito maior do que o rombo nas contas públicas é maior do que o verificado no mesmo mês de 2011 (- 5,007 bilhões de reais). O déficit ocorre sempre que a economia realizada pelo governo para pagar os juros (superávit primário) é insuficiente para realizar o pagamento do período. O governo central foi o que mais contribuiu negativamente, com déficit de 7,537 bilhões, enquanto os governos regionais tiveram saldo negativo de 4,779 bilhões de reais e as estatais conseguiram um superávit de 450 milhões de reais.

No acumulado do ano até julho, o setor público registrou déficit de 57,234 bilhões de reais – 2,27% do PIB, contra 1,98% do PIB no mesmo mês de 2011. No acumulado dos últimos 12 meses até o mês passado, a conta havia ficado negativa em 118,631 bilhões de reais, ou 2,75% do PIB. Em doze meses até junho, o déficit nominal equivalente ao PIB era de 2,61%.

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Gasto com juros – Os gastos com juros do setor público consolidado passaram de 16,119 bilhões de reais em junho para 17,435 bilhões de reais em julho. No acumulado do ano até julho, o gasto com juros soma 128,462 bilhões de reais (5,1% do PIB) e no acumulado em 12 meses, 226,591 bilhões de reais (5,26% do PIB).

(Com Agência Estado)