Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Superávit comercial diminuiu 23,6% no 1º trimestre

Saldo comercial de março, contudo, é recorde para o mês

Por Da Redação 2 abr 2012, 17h24

O superávit comercial brasileiro diminuiu 23,6% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado e situou-se em 2,440 bilhões de dólares. As exportações do período alcançaram 55,080 bilhões de dólares, 5,8% a mais que no primeiro trimestre de 2011, e as importações ascenderam a 52,640 bilhões de dólares – número 7,7% maior, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Considerando apenas o mês de março, a balança comercial teve um superávit de 2,019 bilhões de dólares, cifra 29,9% superior ao do mesmo mês do ano passado. O número do mês de março, divulgado nesta segunda-feira pelo governo, é o maior para o mês desde 2007, segundo a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres. Ela ressaltou que, apesar de não ser recorde, tanto as exportações como as importações foram as maiores para os meses de março. No mês passado, as exportações somaram 20,911 bilhões de dólares e as importações, 18,892 bilhões de dólares.

Produtos – As exportações de produtos básicos foram as principais responsáveis pelo resultado positivo da balança comercial, segundo o MDIC. Na comparação com março de 2011, as vendas de bens primários cresceram 10,4%, chegando a 10,1 bilhões de dólares, quase a metade do total de 20,9 bilhões de dólares embarcados no mês.

Já as vendas de bens intermediários caíram 15,5% na comparação com março de 2011, ficando em 2,4 bilhões de dólares. “Houve uma queda expressiva das exportações brasileiras de açúcar para a Rússia. Esse item puxou para baixo o desempenho brasileiro de semimanufaturados”, avaliou Tatiana.

As exportações de produtos manufaturados expandiram apenas 1,5% no período, para 7,9 bilhões de dólares. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, o desempenho foi influenciado pela queda de 29% nas vendas de automóveis para a Argentina.

(Com Agência Estado e EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade