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Suco fecha em alta em NY, mas encerra maio com recuo de 21%

Os futuros do suco de laranja terminaram em alta nesta quinta-feira na bolsa de Nova York, por compras de pequenos especuladores que parecem dispostos a colocar prêmios no mercado, uma vez que a temporada de furacões no Atlântico começa na sexta-feira, disseram corretores.

O contrato julho, de referência, subiu 1,20 centavo, ou 1,08 por cento, para fechar a 1,1205 dólar depois de operar entre 1,095 e 1,1445 dólar por libra-peso.

No mês, o mercado cedeu 21 por cento, tendo a maior queda percentual em um mês desde que perdeu 22,13 por cento em dezembro de 1996, mostram dados da Thomson Reuters.

Depois de terminar janeiro em 2,1 dólares, o mercado perdeu quase metade do seu valor.

“Eu acho que nós estamos tentando alguma tempestade (compra com prêmio)”, disse o analista da The Price Group, Jack Scoville, acrescentando que o mercado está tentando estabelecer uma base depois de ter caído mais de 50 por cento ante o recorde de preço acima de 2 dólares registrado em janeiro.

A temporada anual de furacões no Oceano Atlântico começou com duas tempestades, Alberto e Bery, formadas antes do início oficial da temporada nesta sexta-feira. A temporada termina em 30 de novembro.

A formação do Alberto fez dele a tempestade que se formou mais cedo no Atlântico desde 2003.

As compras com prêmios, por conta da temporada de furacões, ajudaram a melhorar os fracos fundamentos para o mercado de suco.

Os futuros do suco travam embate diante do clima favorável até o momento para o desenvolvimento dos pomares na Flórida, principal citricultor dos Estados Unidos, fracas vendas no varejo e ampla oferta no Brasil, principal produtor mundial.

O número de contratos abertos, um indicador do interesse dos investidores, ficou em 24.708 lotes até 30 de maio, o maior nível desde 9 de fevereiro, apontaram dados da ICE Futures nos EUA.

(Reportagem de Rene Pastor)