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STJ fecha porta para DP World em disputa por tarifa portuária reabilitada pelo STF

Corte Especial mantém precedente que considerou anticompetitiva a cobrança da THC2 em caso envolvendo o terminal de Santos, meses após Supremo devolver à Antaq poder para regular a tarifa

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 ago 2026, 09h15
STJ fecha porta para DP World em disputa por tarifa portuária reabilitada pelo STF Priorizar nos meus resultados Google

A DP World sofreu uma nova derrota no STJ na longa disputa sobre a cobrança da THC2, tarifa portuária também conhecida como Serviço de Segregação e Entrega. Por unanimidade, a Corte Especial rejeitou a tentativa da Embraport, atual DP World Santos, de reabrir a discussão e preservou o entendimento firmado pelo tribunal em 2024. A Embraport passou a adotar a marca DP World Santos depois de a companhia adquirir 100% do terminal.

Naquele julgamento, o STJ concluiu que, no caso analisado, a cobrança imposta aos terminais retroportuários independentes configurava abuso de posição dominante por *price squeeze*: o operador do porto, que também disputa o mercado de armazenagem, elevava o custo justamente dos concorrentes.

A decisão ganha peso porque ocorre poucos meses depois de o STF seguir uma direção aparentemente mais favorável aos operadores portuários. Em março, o Supremo restabeleceu a regulamentação da Antaq sobre o SSE e concluiu que o TCU havia avançado sobre atribuições da agência ao tentar proibir a cobrança.

Não há contradição direta entre os tribunais. O STF reconheceu a competência da Antaq para regular a tarifa; o STJ manteve a possibilidade de considerá-la anticompetitiva quando a cobrança, no caso concreto, for usada para espremer concorrentes. Para a DP World, porém, a consequência é objetiva: a reabilitação regulatória da THC2 não foi suficiente para derrubar a derrota que já havia sofrido no STJ.

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