Sorvetes da Häagen-Dazs deixam o mercado brasileiro após 30 anos
Marca foi retirada da distribuição pela General Mills em meio à reformulação do portfólio da companhia
A Häagen-Dazs vai deixar de comercializar seus sorvetes no Brasil após 30 anos de presença no mercado nacional. A saída da marca, que pertence à multinacional americana General Mills, foi confirmada pela empresa na sexta-feira, 21, e a distribuição dos produtos no país já foi encerrada. Em nota à imprensa, a General Mills disse que a decisão está relacionada a um processo de reformulação de seu portfólio anunciado em março deste ano. A companhia não informou outros motivos para a retirada da marca nem disse se existe possibilidade de retomada das vendas no mercado brasileiro.
- “A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, diz a nota da companhia.
Ao desembarcar no Brasil, em 1997, a Häagen-Dazs começou a vender seus sorvetes em supermercados em São Paulo. A marca posteriormente avançou para outras capitais e chegou a manter lojas próprias no país entre 1998 e 2018. Depois do encerramento das unidades físicas, os produtos continuaram disponíveis por meio de canais de varejo.
O fim das vendas do sorvete ocorre meses depois de a General Mills anunciar a venda de sua operação no Brasil para a 3corações, em uma transação de cerca de 800 milhões de reais. O negócio envolveu as marcas Yoki e Kitano, além das instalações industriais de Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). Em 2025, a operação brasileira representou aproximadamente 350 milhões de dólares em vendas líquidas para a multinacional.
A venda faz parte de uma estratégia global da General Mills para reorganizar seus ativos e direcionar recursos para negócios considerados mais estratégicos e rentáveis. Entre as áreas classificadas como prioritárias estão alimentos para animais de estimação, comida mexicana, barras de cereais e sorvetes de categoria superpremium. A companhia afirma que a reorganização contribui para melhorar sua margem operacional e ampliar a concentração de investimentos nas categorias consideradas estratégicas. Desde 2018, segundo a General Mills, quase um terço de seu portfólio global foi renovado por meio de aquisições e desinvestimentos.







