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Sócios da corretora Gradual são acusados de gestão fraudulenta

Segundo denúncia do MPF, controladores e contadores cometeram juntos seis crimes entre janeiro de 2016 e agosto de 2017

Sócios-controladores e dois funcionários da corretora Gradual se tornaram réus em ação penal pelos crimes de gestão fraudulenta, desvio de recursos, emissão de debêntures sem lastro de fundos e uso de documentos falsos, de acordo com o Ministério Público Federal de São Paulo.

O MPF-SP informou nesta quarta-feira (11) que o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, recebeu integralmente na quinta-feira (5) denúncia oferecida no início deste mês de julho.

Segundo a denúncia, os controladores da Gradual, Fernanda Ferraz de Braga Lima e Gabriel Paulo Gouvêa de Freitas Júnior, auxiliados pela contadora Meire Bomfim da Silva Poza e pelo corretor Fabrício Fernandes Ferreira da Silva, cometeram juntos seis crimes de gestão fraudulenta entre janeiro de 2016 e agosto de 2017.

De acordo com o MPF-SP, a empresa está diretamente envolvida com as fraudes apuradas na Operação Encilhamento, realizada em conjunto pelo MPF-SP, Polícia Federal e Receita Federal.

Procurada pela Reuters, a defesa de Fernanda de Lima e Gabriel de Freitas disse que “não teve acesso ao teor da denúncia, mas está certa de que tudo será esclarecido ao tempo e no decorrer do processo”.

O Banco Central anunciou em maio a liquidação extrajudicial da Gradual Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários por “graves violações às normas legais e regulamentares”.