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Sinduscon-SP vê menos otimismo por PIB desacelerado

Por Circe Bonatelli

São Paulo – Os empresários da construção civil estão menos otimistas com o desempenho presente e futuro das suas construtoras, e também em relação ao andamento da política econômica e ao crescimento do País.

Segundo a Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil, divulgada na tarde desta segunda-feira pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a avaliação dos empresários sobre o desempenho de suas companhias em maio recuou 7,9% ante fevereiro, para o patamar de 51,3 pontos. As perspectivas de desempenho caíram 7,6% no mesmo período, para 54,7 pontos. A escala vai de zero a cem pontos, sendo que valores acima de 50 indicam resultados ou projeções positivas.

Portanto, apesar da queda no otimismo, as avaliações dos empresários sobre suas firmas ainda são favoráveis. No caso das perspectivas de evolução de custos, o recuo foi de 0,5%, para 47,4 pontos, o que indica pessimismo.

Para o Sinduscon, o sentimento dos empresários do setor acabou sendo contaminado pela desaceleração da economia e incertezas crescentes quanto ao sucesso da política macroeconômica.

No trimestre, o aumento do pessimismo também foi verificado na avaliação dos empresários quanto à condução da política econômica (queda de 8,3%, para 48,4 pontos), inflação reduzida (queda de 4,1%, para 48,6 pontos) e crescimento econômico do País (queda de 9,3%, para 44,7 pontos).

Por outro lado, houve melhora nas avaliações sobre a dificuldade financeira das empresas, que caíram 14,0%, para 43,0 pontos. Neste quesito, a escala indica desempenho favorável quando está abaixo dos 50 pontos. Conforme a pesquisa, esse alívio na percepção dos empresários pode ser atribuído aos sucessivos cortes nas taxas de juros, movimento que teve início em agosto do ano passado.

Para o levantamento, que é feito a cada três meses, foram entrevistados 228 empresários do setor de todo o Brasil.

São Paulo

No Estado de São Paulo, a queda das perspectivas dos empresários da construção civil no período entre fevereiro e maio foi ainda mais acentuada que no restante do País. A avaliação dos empresários paulistas sobre o desempenho de suas companhias em maio recuou 10,6% ante fevereiro, para o patamar de 49,8 pontos. As perspectivas de desempenho caíram 9,6%% no mesmo período, para 53,5 pontos. As expectativas em relação à condução da política econômica recuaram 8,1%, para 48,2 pontos.