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Sindicatos italianos convocam greve contra medidas de austeridade

Os principais sindicatos italianos convocaram nesta segunda-feira uma greve unitária de três horas contra as medidas de rigor e austeridade, e contra a reforma das aposentadorias, enquanto o governo de Mario Monti realiza uma nova emissão de papéis de dívida pública.

Em verdadeiro pé de guerra, a Confederação Geral do Trabalho (CGIL), a Confederação Italiana de Sindicatos (CISL) e a União Italiana do Trabalho (UIL) convocaram seus afiliados a interromper o trabalho durante três horas, na primeira convocação unitária em seis anos.

Manifestações públicas foram organizadas em toda a Itália e, em particular, diante do Parlamento, em Roma, onde os líderes das organizações sindicais devem pronunciar discursos durante a tarde.

“Estamos diante de uma situação de extrema gravidade no plano social. Os trabalhadores e os aposentados são as categorias que pagarão o preço mais alto por esta crise”, disse Susanna Camusso, secretária-geral do CGIL, o principal sindicato do país.

Na noite de domingo, o presidente Monti, que durante a semana passada afirmou que a única alternativa ao seu plano de austeridade era o fracasso, recebeu representantes das três entidades trabalhadoras.

Neste encontro, Monti lembrou aos líderes dos sindicatos a “situação de extrema urgência financeira” que a Itália vive, afundada em uma colossal dívida que representa cerca de 120% de seu PIB.

Os líderes dos grupos, no entanto, saíram da reunião sem estarem convencidos por Monti. A reunião foi “totalmente insatisfatória”, disse Luigi Angeletti, do UIL. Ao plano de Monti “falta mais equidade”, disse Raffaele Bonanni, do CISL, que também pediu uma negociação formal entre o governo e os sindicatos.

O principal ponto de conflito para os sindicatos é a reforma do sistema de pensões e aposentadorias, um assunto que o ex-comissário europeu e agora presidente italiano decidiu atacar frontalmente, com aumento dos anos de cotação, entre outras medidas.