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Shoppings do Brasil têm pior Natal dos últimos 5 anos

Segundo a Alshop, vendas cresceram 5% em relação a 2012 apenas quando considerada a abertura de novas lojas

Por Da Redação 26 dez 2013, 11h14

Os shoppings do país tiveram em 2013 o pior Natal dos últimos cinco anos, informou nesta quinta-feira o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun. Desconsiderando a abertura de 16.000 lojas no ano, a média das vendas em shoppings não cresceu na comparação com 2012. Alguns setores, disse Sahyoun, reportaram queda na comparação das vendas em mesmas lojas.

Como exemplo ele cita que o segmento de vestuário, na comparação mesmas lojas, apresentou queda de 2%. “Podemos considerar que este Natal foi o pior dos últimos cinco anos”, completou. Segundo a Alshop, as vendas no Natal foram afetadas pelo maior endividamento das famílias, pela menor disponibilidade de crédito e pela alta de inflação. O conjunto de fatores, diz a Associação, fez que os gastos com presentes de Natal em 2013 fosse inferior aos dos anos anteriores.

Considerando, porém, as novas lojas, as vendas no Natal de 2013 cresceram 5% em relação a igual período do ano passado, com destaque para o segmento de Perfumaria e Cosméticos, com expansão de 10%. Em contrapartida, o setor de Vestuário registrou aumento de apenas 2% no período neste tipo de avaliação.

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Em todo o ano, as vendas em shoppings subiram 8% na comparação com 2012, motivadas pela abertura de 38 shoppings ao longo do ano e a expansão dos já existentes. As vendas nos centros de compras totalizaram 132,8 bilhões de reais em todo o país em 2013. A quantidade de lojas em shopping ao final de 2013 totalizou 129.900, aumento de 14,6% em relação a 2012.

Mesmo assim, o aumento de 8% ficou abaixo do esperado pela entidade, que no início do ano acreditava em um crescimento de 10% a 11%. Considerando a inflação acumulado no ano, a alta real foi de 2,5%.

Perspectivas para 2014 – A associação estima ainda que as vendas de shoppings em 2014 deverão crescer 3% ante 2013. Assim como neste ano, a projeção de alta é puxada pela expectativa da abertura de 20 a 25 shoppings ao longo do próximo ano.

“No próximo ano, o câmbio é o principal fator que preocupa o setor em relação ao risco inflacionário”, explicou Sahyoun. Neste ano, a elevação do dólar, de acordo com a Alshop, gerou o aumento de preços em vários segmentos do varejo, incluindo o de vestuário, que tem grande peso para as vendas em shoppings.

(com Estadão Conteúdo)

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