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Setor público tem o pior novembro desde 2001: rombo de R$ 39,1 bi

Em 12 meses, déficit é R$ 156,782 bilhões, o equivalente a 2,5% do PIB

O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de 39,141 bilhões de reais em novembro, pior resultado para o mês em toda a série histórica, iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001. O dado, divulgado nesta terça-feira pelo BC, veio pior que o rombo de 35,90 bilhões de reais estimado por analistas em pesquisa Reuters.

O déficit foi puxado pelo rombo de 39,876 bilhões de reais registrado pelo governo central (governo federal, Banco Central e INSS). Enquanto isso, Estados e municípios ficaram no azul em 421 milhões de reais e as empresas estatais registraram superávit primário de 314 milhões de reais no mês passado.

Nos acumulado de janeiro a novembro, o déficit primário do setor público alcançou 85,053 bilhões de reais. Em 12 meses, o rombo foi R$ 156,782 bilhões, o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse porcentual é maior que o registrado em outubro, de 2,23% do PIB.

O BC leva em conta, em suas projeções, as previsões do governo para a área fiscal contidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de déficit de R$ 163,9 bilhões para o setor público consolidado em 2016 e déficit de R$ 143,1 bilhões para 2017.

Refletindo o persistente desarranjo fiscal, a dívida bruta do país foi a 70,5% do PIB, acima dos 69,5% do mês anterior. A dívida líquida subiu a 43,8 por cento do PIB em novembro, ligeiramente superior aos 43,7 por cento de outubro.

(Com Reuters e Estadão)

Comentários

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  1. Pela perspectiva de longo prazo, teremos os mesmos problemas dos países hoje desenvolvidos, a questão fundamental é se seremos capazes de tornar esta nação rica e desenvolvida, com as instituições que regem a nossa sociedade, provavelmente não!

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  2. Geroldo Zanon

    Tudo por causa da terrorista vagabunda da DILMA

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  3. Julio Rodrigues Neto

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  4. O Fed (Banco Central americano) colocou 5 trilhões de dólares no mercado americano via a compra de títulos do governo. A dívida americana saltou para 20 trilhões, 100% do PIB. O Japão e a China devem mais de 200% de seus PIBs.

    Pode-se concluir, a la Guido Mantega e Dilma, que a dívida no Brasil de 70% do PIB é desprezível e que o país pode continuar a gastança?

    A realidade mostra no que deu a política de dar dinheiro com o chapéu do povo.

    As indústrias beneficiadas pelo bolsa empresários não geraram um único emprego novo. A previdência continua provendo salários altíssimos para uma minoria de aposentados gerando deficit astronômico. Universidades novas em baracos velhos, estatais deficitárias, 30 mil cargos de confiança doando 25% para o PT, corrupção para todos os lados, inflação e juros fora do controle, desemprego de 12%, etc essa é a bomba relógio deixada pelo PT.

    Mas com tudo isso a dívida ainda é pequena? Bom, um real para um pobre é muito dinheiro e um milhão para um multimilionário não é nada.

    Os EUA, Japan e China não têm a bomba relógio deixado pelo PT, que iria comprometer todo o orçamento com previdência e salários em 2020. Se não fosse feito nada o Brasil se transformaria no retrato do Rio.

    A inflação nos EUA é de 1.5% e os juros menor ainda. Em outras palavras, podem imprimir cinco trilhões de dólares porque não pagam nada pela dívida que tem. Já o Brasil gasta 14% ao ano com uma dívida pública que já passa os três trilhões de reais.

    Temer tem que desativar a bomba relógio montada pelo PT, aumentar a poupança interna e quem sabe, um dia, o Brasil poderá investir um trilhão em infraestrutura.

    Gil Lúcio Almeida, PhD

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  5. Paulo Bandarra

    Para ajudar a quebrar os estados no nordeste Temer irá enviar dinheiro para eles pagarem o piso do magistério que eles não tem condições para tal. É a farra da gastança irresponsável.

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