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Setor público fecha no vermelho e tem pior resultado da história

Segundo o Banco Central, as contas públicas registraram um saldo negativo de 9,3 bilhões de reais em junho

Por Da Redação 31 jul 2015, 11h13

As contas do setor público, que envolve o governo central, Estados, municípios e estatais, registraram déficit primário de 9,32 bilhões de reais em junho, o pior resultado para o mês computado na série histórica iniciada em dezembro de 2001. O resultado negativo ficou bem acima do registrado em junho de 2014, quando teve um déficit de 2,1 bilhões de reais. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o resultado é uma combinação de receita que, por diversas razões, está vindo um pouco mais fraca e de algumas medidas que foram enviadas ao Congresso mas não foram aprovadas completamente. “Também não é uma coisa absolutamente singular, apesar de ter algum impacto nas contas”, disse Levy, durante rápida entrevista que concedeu antes de visitar o Ceará Porto, no complexo siderúrgico de Pecém, cidade a 60 quilômetros da capital, Fortaleza.

No primeiro semestre, as contas públicas acumularam superávit primário de 16,2 bilhões de reais, ante superávit de 29,4 milhões de reais em igual etapa de 2014. Este também é o menor valor economizado para o pagamento dos juros da dívida pública verificado na série. No acumulado dos últimos doze meses, houve um déficit primário de 45,7 bilhões de reais, o que corresponde a 0,80% do PIB – novamente, o pior da história.

As contas só fecharam no azul nos primeiros seis meses do ano porque os governos regionais (Estados e municípios) conseguiram economizar, enquanto a União teve mais despesas do que receita. No mês de junho, as contas do governo central (governo federal, Banco Central e Previdência) ficaram com saldo negativo de 8,56 bilhões de reais, à medida que os poderes regionais conseguiram poupar 56 milhões de reais. Já as estatais tiveram contribuição negativa de 813 milhões de reais.

Reflexo da baixa arrecadação e do aumento dos gastos, o resultado de junho veio muito abaixo do que o esperado por analistas econômicos, cuja mediana das projeções apontava para um saldo negativo de 2 bilhões de reais. “A despeito das medidas adotadas tanto no âmbito da recuperação de receitas como contenção de despesas desde o início do ano, há impacto significativo da atividade econômica sobre a arrecadação”, avaliou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Na última semana, o governo baixou a meta de economia para o pagamento de juros da dívida deste ano a 8,74 bilhões de reais, equivalente a 0,15% do PIB, contra 1,1% do PIB previsto até então. Na mesma ocasião, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff também deixou em aberto a possibilidade de fechar o ano com déficit primário de mais de 17 bilhões de reais, caso não consiga obter receitas de medidas dependentes da aprovação do Congresso.

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No projeto de lei que altera a meta e tramita no Legislativo, há uma cláusula que prevê a possibilidade de os governos regionais compensaram o rombo do governo central, e vice-versa.

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(Da redação)

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