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Setor de serviços fica estável em maio com queda nos transportes

Atividade foi a única dos cinco setores analisados a recuar; em comparação com o mesmo período de 2018, os serviços cresceram 4,8%

Embora o volume de serviços prestados tenha ficado estável em maio ante abril, houve crescimento em quatro das cinco atividades, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com o mesmo período do ano anterior houve crescimento de 4,8%, o mais forte desde fevereiro de 2014, quando houve elevação de 7,0%.

Único a ter queda, o serviço de transportes segurou, sozinho, o crescimento no mês. A atividade apresentou queda de 0,6% na passagem de abril para maio. Segundo Rodrigo Lobo, gerente da PMS, a atividade de transportes que vem fraca desde o fim do ano passado, pesa em torno de 30% do setor de serviços investigado pelo IBGE. “O setor de transportes é o mais conectado e associado à atividade econômica e registra quedas nas cinco taxas deste ano”, disse ele.

 

Nas altas, o destaque foi o serviço de informação e comunicação, atividade de maior peso na pesquisa (com 33% do setor), cujo volume cresceu 1,7% em maio ante abril. Também cresceram o serviço prestado às famílias (0,5%), o serviço profissional administrativo e complementar (0,7%) e os outros serviços (2 6%).

Com o volume de serviços mantendo-se estável, o setor registrou o segundo mês de alívio, mas ainda está 1,1% abaixo do nível registrado em dezembro de 2018, informou o IBGE. Em relação ao ponto mais alto da série da pesquisa o nível do volume de serviços prestados em maio ficou 11,8% abaixo do registrado em janeiro de 2014 – a série começa em 2012.

A economia continua a dar sinais de fraqueza. Nesta sexta, o Ministério da Economia revisou a projeção oficial para o crescimento da economia brasileira neste ano. O Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar em 0,81% em 2019. Com isso, a projeção foi cortada pela metade. Em maio, a estimativa da equipe econômica era de 1,6%.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)