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Setor de serviços cai 2,2% em julho, segundo IBGE

Este é o pior resultado para o mês desde 2011. No acumulado do ano, o setor caiu 0,8%

O setor de serviços caiu 2,2% em julho na comparação com junho, no pior resultado para o mês desde 2011, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a quinta queda do setor no ano. Em comparação a julho de 2017, a variação também foi negativa de 0,3%. No acumulado do ano, o setor caiu 0,8% e em 12 meses, outro 1%.

Segundo o IBGE, a queda na passagem de junho para julho foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 4,0%. Os demais resultados negativos vieram dos serviços de informação e comunicação, com queda de 2,2%, serviços profissionais, administrativos e complementares, com variação negativa de 1,1% e outros serviços que despencaram 3,2% no período. Por outro lado, os serviços prestados às famílias cresceram 3,1%.

O professor de economia do Ibmec, Walter Franco Lopes, disse que os resultados divulgados pelo IBGE mostram que a economia como um todo não está reagindo, pois, ocorreu queda em todos os segmentos analisados pelo instituto, tanto durante o mês de julho, quanto no acumulado do ano.

“Caso não haja um recuperação consistente e rápida desse setor, teremos certamente comprometimento dos resultados do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano. Serviços corresponde por 73% das riquezas geradas pelo país e uma retração como essa até julho, já demonstra que a economia como um todo não está reagindo”, disse Lopes.

O PIB no segundo trimestre do ano cresceu 0,2% no comparativo com janeiro a março, e o setor de serviços aumentou 0,3%, o que sustentou o desempenho positivo da economia. No período, a indústria caiu 0,6% e a agropecuária se manteve estável.

Queda no trimestre

Ainda na série com ajuste sazonal, a pesquisa do IBGE mostrou que o índice de média móvel trimestral para o volume de serviços caiu 0,3% no trimestre encerrado em julho de 2018 frente ao mês anterior, eliminando, assim, parte do ganho verificado no trimestre terminado em junho.

Entre os setores, o ramo de outros serviços caiu 0,8% e, de acordo com os dados, assinalou a retração mais intensa, após registrar variação positiva de 0,2% em junho. Os demais resultados negativos vieram dos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com 0,7%, de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 0,2% e de serviços prestados às famílias 0,1%. Já os serviços de informação e comunicação se mantiveram estáveis no comparativo.

(Com Reuters)