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Servidores do IBGE entram em greve a partir de segunda

Doze unidades distribuídas em dez Estados confirmaram adesão à paralisação

Na onda de greves pela qual passa o país – com rodoviários, professores e até policiais cruzando os braços – entram agora os servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Confirmam paralisação a partir da próxima segunda-feira, e por tempo indeterminado, doze unidades distribuídas no Distrito Federal e em dez Estados: Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

O anúncio foi feito nesta sexta pela diretora-executiva do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (ASSIBGE-SN), Ana Magni. Novas assembleias regionais serão realizadas até terça-feira que vem, para mobilizar e votar a adesão nas outras 32 unidades do país. O IBGE não se manifesta oficialmente sobre a paralisação, mas comunicou que as divulgações previstas para os próximos dias estão mantidas, entre elas as Contas Nacionais Trimestrais do primeiro trimestre de 2014, que mostrarão os resultados do PIB para o período, no dia 30.

“Risco existe (de a greve atrapalhar a divulgação do PIB), mas esse é um dado que já está praticamente pronto”, disse Ana Magni. A diretora do sindicato afirma ainda que a próxima divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) será assegurada pelos próprios grevistas, mas o andamento das outras pesquisas do órgão pode ser afetado. “Não sabemos se a greve vai ter impacto na divulgação das próximas pesquisas. Vai depender da mobilização dos funcionários, do alcance da mobilização, da disposição do governo de nos chamar para conversar e negociar”, acrescentou.

Crises – Em 2012, uma greve de servidores do IBGE prejudicou por alguns meses a divulgação da taxa de desemprego apurada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange as seis principais Regiões Metropolitanas do País. A análise dos dados de Salvador e do Rio de Janeiro não ficou pronta a tempo de cumprir o calendário da pesquisa, por conta da paralisação.

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(Com Estadão Conteúdo)