ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Sergey Brin, do Google, lidera ofensiva de bilionários contra imposto sobre fortunas

Cofundador do Google encabeça grupo de magnatas da tecnologia que já investiu mais de US$ 120 milhões para barrar proposta

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 17h47 | Atualizado em 6 jul 2026, 17h47
Sergey Brin, do Google, lidera ofensiva de bilionários contra imposto sobre fortunas Priorizar nos meus resultados Google
Continua após a publicidade

A disputa em torno da criação de um imposto sobre grandes fortunas na Califórnia se transformou em uma das campanhas políticas mais caras da história recente do estado.

À frente da resistência está Sergey Brin, cofundador do Google, que já destinou US$ 82 milhões (cerca de R$ 443 milhões) para tentar impedir que a proposta seja aprovada pelos eleitores em novembro.

A medida prevê uma cobrança única de 5% sobre patrimônios superiores a US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,4 bilhões), atingindo indivíduos e fundos sediados no estado.

Continua após a publicidade

Caso aprovada, poderá abrir precedente para iniciativas semelhantes em outras partes dos Estados Unidos.

Ao todo, empresários e investidores do setor de tecnologia já destinaram mais de US$ 120 milhões (cerca de R$ 648 milhões) para campanhas contrárias ao projeto. Em comparação, os defensores da proposta, liderados por um sindicato de trabalhadores da saúde, arrecadaram cerca de US$ 31 milhões (R$ 167 milhões).

Brin reúne elite do Vale do Silício

Além de Brin, outros nomes de peso da tecnologia aderiram à campanha.

Continua após a publicidade

O investidor John Doerr, um dos primeiros financiadores do Google e presidente da tradicional gestora de venture capital Kleiner Perkins, contribuiu com US$ 10 milhões (R$ 54 milhões).

Também aparecem entre os principais doadores Chris Larsen, presidente da Ripple e cofundador da empresa de blockchain, que destinou US$ 7,5 milhões (R$ 40,5 milhões) a diferentes grupos contrários ao imposto; Eric Schmidt, ex-presidente-executivo do Google, com pouco mais de US$ 3 milhões (R$ 16,2 milhões); Patrick Collison, cofundador da Stripe, que doou US$ 7 milhões (R$ 37,8 milhões); Michael Moritz, ex-sócio da Sequoia Capital, com US$ 7,5 milhões (R$ 40,5 milhões); Tony Xu, fundador da DoorDash, que contribuiu com US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões); e Max Levchin, cofundador do PayPal e CEO da fintech Affirm, que destinou US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões).

Outro nome de destaque é Peter Thiel, cofundador do PayPal e da empresa de análise de dados Palantir. Embora tenha apoiado uma organização diferente, ele também investiu US$ 3 milhões (R$ 16,2 milhões) em campanhas ligadas à oposição ao projeto.

Continua após a publicidade

Bilionários temem precedente

Os opositores afirmam que a criação de um imposto sobre patrimônio pode acelerar a saída de empresas, investidores e grandes fortunas da Califórnia, reduzindo investimentos e arrecadação no longo prazo.

Parte dos empresários já vem transferindo residência fiscal ou ativos para outros estados antes mesmo da votação. Segundo a imprensa americana, o próprio Sergey Brin movimentou parte de seu patrimônio para fora da Califórnia no início deste ano.

Continua após a publicidade

Já os defensores da proposta argumentam que a arrecadação poderia financiar programas públicos em áreas como saúde, habitação e combate à desigualdade, em um estado que concentra algumas das maiores fortunas do planeta, mas também elevados índices de pobreza e déficit habitacional.

Votação pode influenciar debate nacional

A consulta popular ocorre em um momento em que cresce, nos Estados Unidos, o debate sobre formas de taxar patrimônios bilionários.

Embora propostas semelhantes tenham enfrentado dificuldades no Congresso americano, uma eventual aprovação na Califórnia, sede de empresas como Google, Meta, Apple, Nvidia e OpenAI, poderá servir de referência para outros estados interessados em aumentar a tributação sobre grandes fortunas.

Independentemente do resultado, a campanha já evidencia a disposição da elite do Vale do Silício de investir centenas de milhões de dólares para influenciar uma discussão que pode redefinir a relação entre riqueza, inovação e tributação na maior economia estadual dos Estados Unidos.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).