Seneca compra do BTG o Banco Nacional de Investimentos e prepara estreia no crédito
BNI será transformado no Banco Seneca; operação leva licença, ativos e patrimônio líquido que somava cerca de R$ 470 milhões no último balanço disponível
O Grupo Seneca, dos sócios Daniel Wainstein, Luis Miraglia e Rodrigo Mello, fechou a compra do Banco Nacional de Investimentos (BNI), instituição que estava sob controle do BTG Pactual, em uma operação que marca a transformação da boutique independente de M&A em um banco de investimento com balanço próprio. O negócio ainda depende da aprovação do Banco Central.
A Seneca leva não apenas o CNPJ e a licença bancária do BNI, mas também os ativos da instituição. No último balanço disponível, o banco registrava cerca de R$ 470 milhões em patrimônio líquido. A instituição será transferida sem endividamento financeiro. Os termos financeiros da aquisição não foram divulgados.
O BNI tem origem no antigo Banco Nacional e passou às mãos do BTG depois de quase três décadas sob regime especial. O Banco Central encerrou a liquidação extrajudicial da instituição em agosto de 2024 e, posteriormente, aprovou a transferência de seu controle. Agora, a estrutura será rebatizada como Banco Seneca.
A aquisição encurta o caminho da Seneca para uma nova etapa de atuação. Até aqui concentrada em assessoria de fusões e aquisições, reestruturações e operações de mercado de capitais, a casa passará a ter capacidade de usar balanço próprio em crédito estruturado, além de ampliar sua atuação em underwriting e distribuição de títulos.
O movimento também dá escala financeira imediata ao projeto. Considerando os números do último balanço disponível, o BNI já carregava uma base patrimonial relevante, o que permite à Seneca iniciar a nova operação bancária com capital próprio dentro da instituição adquirida.
A expansão vem acompanhada da chegada de dois novos sócios. Jeff Hoberman, fundador da Recovery, vai comandar a área de crédito estruturado. Ricardo Stabile, ex-Goldman Sachs, assume como COO e CFO do grupo. A Seneca Evercore, braço de assessoria financeira da companhia, continuará tendo a Evercore como sócia minoritária, com 20% de participação.







