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Senado não votará temas polêmicos até as eleições, diz Cássio Cunha Lima

Entre as pautas consideradas polêmicas estão a da cessão onerosa e o PLC 77/2018, que permite a privatização de distribuidoras de energia

Por Estadão Conteúdo e Reuters Atualizado em 7 ago 2018, 19h25 - Publicado em 7 ago 2018, 18h28

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), descartou nesta terça-feira, 7, a possibilidade de a Casa apreciar, em um esforço concentrado, pautas polêmicas, como é o caso da cessão onerosa e do PLC 77/2018, que permite a privatização de distribuidoras de energia.

“Nós temos três fatores que não recomendam qualquer tema que não seja consensual. O quórum ainda está baixo, estamos a dois meses de uma eleição e o atual governo tem baixíssima legitimidade ou quase nenhuma para tocar temas que interessam ao Brasil. Então recomenda o bom senso que possamos esperar a vontade soberana do povo brasileiro para que aí sim, com um novo presidente eleito, nós possamos ter a pauta desse novo governo já que estamos com um governo moribundo, fraco e sem credibilidade para discutir qualquer tema mais polêmico no Congresso Nacional”, disse.

Cunha Lima participou nesta terça a reunião de líderes e disse que nenhum dos dois assuntos devem ser analisados pelo Plenário na sessão deliberativa desta terça-feira. “Estamos a dois meses da eleição, vamos aguardar o resultado para que o presidente ou a presidente eleita possa estabelecer a nova pauta para o país. Nada que tenha qualquer polêmica, e esses temas (cessão onerosa e PLC 77/2018) são polêmicos, será submetido a votação no Senado. Acredito que é um sentimento muito semelhante na Câmara”, disse o senador tucano.

O líder da Minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE), não descarta mudanças no entendimento da maioria dos líderes e do presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), de evitar temas polêmicos, mas reconhece que há dificuldades para a votação de assuntos controversos.

“O entendimento do presidente e da maioria dos líderes foi esse, de que não vale a pena, neste momento, tratarmos de assuntos que, pela sua complexidade, deveriam ser objeto de uma discussão mais profunda.”

Nos bastidores, senadores da base destacam, inclusive, que nem o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), está presente em Brasília, o que enfraquece qualquer pedido do Palácio do Planalto para aprovar essas propostas.

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