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Senado adia votação da dívida para a tarde deste domingo

Harry Reid alegou que houve um progresso nas negociações com republicanos

Por Da Redação - 31 jul 2011, 09h40

O líder da maioria do Partido Democrata no Senado americano, Harry Reid, propôs um polêmico procedimento de votação do plano para evitar um default nos Estados Unidos, alegando progressos nas negociações com os republicanos. Para tentar costurar um acordo bipartidarista, solução que evitaria o calote do governo, a votação foi adiada em 12 horas e será realizada neste domingo, às 14 horas de Brasília.

“As negociações estão em curso na Casa Branca para evitar uma moratória da dívida catastrófica no país. Há muitos elementos a serem discutidos e ainda há uma distância a percorrer”, explicou Reid. Com o limite de meia-noite terça-feira cada vez mais perto, Reid informou que seria transferida para as 13 horas local deste domingo a votação do seu plano de aumentar o limite da dívida, um projeto que os republicanos prometem frustrar.

Segundo informou o canal de TV ABC News, os negociadores do Orçamento dos Estados Unidos teriam chegado a um acordo tentativo em torno de um pacote de medidas para elevar o limite da dívida e reduzir o déficit público. Citando fontes parlamentares anônimas, o ABC afirmou, ainda sem dar detalhes, que o pacote elevaria o teto da dívida ao longo das eleições de 2012, reduziria as despesas em 1 trilhão de dólares em 10 anos e criaria um novo painel no Congresso para recomendar reduções adicionais do déficit totalizando mais de 1 trilhão de dólares.

O limite da dívida dos EUA está atualmente em 14,29 trilhões de dólares e precisa ser elevado até 2 de agosto para impedir que o país deixe de cumprir obrigações financeiras, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano. Democratas e republicanos falharam até agora em todas as tentativas de negociação para aumentar o teto da dívida. O debate tem se tornado mais tenso com a aproximação da data-limite. As agências de classificação de risco têm ameaçado rebaixar a nota de risco dos EUA, atualmente no maior nível possível (Aaa).

Acordo – Os detalhes do acordo ainda estão sendo negociados, mas um conselheiro ligado às negociações comentou que o objetivo é compensar qualquer aumento do limite da dívida com cortes de gastos. O assessor, que falou sob condição de anonimato, disse que na nova proposta, o teto da dívida aumentaria para 2,8 trilhões de dólares, com 1 trilhão de cortes de gastos imediatos.

Também pretende estabelecer uma comissão especial bipartidária com a finalidade de recomendar cortes equivalentes ao 1,8 trilhão restante. Esta comissão deverá fazer suas recomendações antes do feriado do Dia de Ação de Graças, em novembro, acrescentou a fonte. Se o Congresso não aprovar essas recomendações até o final de dezembro, provocará cortes automáticos, incluindo na defesa e na saúde.

Apelo – Acuado por uma maioria republicana no Congresso, o presidente Barack Obama tem apelado nos últimos dias para uma estratégia que já virou marca de seu governo: o uso de canais de comunicação direta com a população para mobilizá-la em torno de uma agenda política. De quebra, ele ainda tenta lançar mão de sua poderosa retórica para jogar a responsabilidade pelo impasse nas negociações sobre a elevação do teto da dívida americana no campo do adversário.

No sábado, Obama voltou a falar à população sobre o impasse sobre a elevação do teto da dívida do país. O presidente americano fez um apelo para que democratas e republicanos cheguem rapidamente a um acordo, sob o risco de o governo não ter como cumprir suas obrigações.

(Com agência France-Presse)

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