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Sem empréstimos habitacionais, PAC 1 teria investido metade do previsto

Rio de Janeiro é o Estado com maior número de empreendimentos concluídos

Por Da Redação 7 fev 2011, 17h49

O governo federal anunciou, em dezembro, que 66% do total de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) haviam sido concluídos em 2010. Esse valor representa 436 bilhões de reais de um total de 657,4 bilhões de reais previstos para a primeira versão do programa, também chamada de PAC 1. No entanto, trata-se de mais uma tortura de números. Se os valores que correspondem aos financiamentos imobiliários forem retirados da conta, os investimentos concluídos não passariam da metade do que foi anunciado (ou 220,4 bilhões de reais), segundo a ONG Contas Abertas.

A manobra se dá pelo seguinte caminho: o governo faz a mágica de contabilizar como investimento próprio todo o crédito contratado na Caixa Econômica Federal por pessoas físicas para comprar imóveis. Isso significa que, se alguém pega um crédito no banco para reformar a própria casa, o governo contabiliza isso como investimento do PAC – ainda que o cliente vá pagar as prestações do financiamento.

Entre os setores que receberam os investimentos, o de saneamento é o mais prejudicado. No chamado PAC do saneamento, as obras concluídas somam apenas 1,5 bilhão de reais, ou 4% dos 36,6 bilhões de reais estipulados pelo comitê gestor do programa como meta até o fim de 2010.

Proporcionalmente, o setor de infraestrutura logística teve o maior índice de conclusão de obras. Dos 96 bilhões de reais previstos, cerca de 65 bilhões de reais transformaram-se em obras finalizadas. Segundo informações do balanço oficial de quatro anos, já foram concluídos no eixo cerca de 6,4 mil quilômetros de rodovias, 909 quilômetros de ferrovias, dez aeroportos, 14 portos e dez terminais hidroviários, além do financiamento de 301 embarcações e cinco estaleiros. Já o setor de infraestrutura energética recebeu um total de 141 bilhões de reais – valor que representa apenas 48% do total de 295 bilhões de reais previstos para o setor no quadriênio.

Na comparação regional, o Rio de Janeiro, governado por Sérgio Cabral (PMDB), possui os mais expressivos valores de empreendimentos concluídos – 53,7 bilhões de reais, excluindo os valores de empréstimos para pessoas físicas. São Paulo é a cidade com o segundo maior valor – 31,5 bilhões de reais em obras concluídas, com destaque para o novo trecho do Rodoanel. Enquanto o Espírito Santo ficou em terceiro lugar, com cerca de 13 bilhões de reais.

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