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Sem disputa, Claro arremata 1º lote do leilão de 4G com ágio de apenas 1%

Empresa ofertou R$ 1,94 bilhão pela outorga do primeiro lote da faixa de 700 Mhz. Segundo lote ficou com a TIM, que também ofereceu R$ 1,94 bilhão

Por Naiara Infante Bertão, de Brasília - 30 set 2014, 11h10

No auditório lotado do prédio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Claro arrematou nesta terça-feira o primeiro lote nacional do leilão da faixa de 700 megahertz (Mhz) que permitirá o uso da frequência 4G, com ágio (prêmio em cima do valor mínimo) de apenas 1,03%. A empresa propôs pagar 1.94 bilhão de reais pela frequência de 10 MHz. A oferta mínima que consta do edital da licitação era de 1.92 bilhão de reais.

Também concorreram ao lote TIM e Vivo que ofertaram, respectivamente, 1,928 bilhão de reais e 1.927 bilhão de reais. Mas, diante da liderança da Claro, após a abertura dos envelopes, as duas concorrentes não quiseram disputar o lote. A Algar Telecom, que também participa do certame, não apresentou proposta para este lote.

Segundo lote – O segundo lote foi arrematado pela TIM, com uma oferta de 1,94 bilhão de reais e ágio de 0,98%. A única concorrente neste certame foi a Telefônica/Vivo, que propôs 1.92 bilhão de reais. Neste caso, também não houve contraproposta.

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O valor mínimo de outorga dos lotes é de 7,7 bilhões de reais. O prazo da licença será de 15 anos, prorrogáveis por igual período, mas as empresas interessadas reclamam do calendário de início da operação da faixa. O edital da Anatel determina que a vencedora só poderá utilizar comercialmente a faixa depois de limpá-la, ou seja, tirar todas as interferências que podem aparecer porque a frequência era usada por operadoras de TV. Isso, segundo especialistas, poderá levar alguns anos, o que permitiria que elas usufruíssem do direito de ofertar 4G na faixa de 700 MHz apenas a partir de 2018. Além disso, os custos dessa limpeza também deverão ser cobertos pelas vencedoras, a um preço aproximado de 3,6 bilhões de reais.

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