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Seis bizarrices que só acontecem na economia argentina

O forte intervencionismo do estado na economia faz com que a população enfrente dificuldades para viajar ao exterior, comprar produtos estrangeiros on-line e comprar dólares; presidente chega a telefonar para consumidores 'reclamões'

A situação econômica da Argentina chama atenção por suas características peculiares há algum tempo. O país já passou por diversas moratórias e vive atualmente numa situação de descontrole e instabilidade há muito superada para países próximos, como o Brasil. A inflação ainda é uma das principais dores de cabeça da presidente Cristina Kirchner, que adotou programas de controle de preços para tentar, em vão, segurar a valorização contínua de produtos e serviços. Além disso, o mercado olha com desconfiança as estatísticas do governo: enquanto a inflação oficial de 2013 é de 10,9%, analistas acreditam que os preços subiram a um ritmo de 30% no ano passado.

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Os fatores ligados ao câmbio também assustam. Um cidadão argentino precisa pedir autorização ao governo para comprar pacotes de viagens no exterior e moeda estrangeira. Há ainda limitações de compras em sites estrangeiros, sob a penalização de um imposto de 50% sob o valor do produto, quando o limite é ultrapassado. Se os brasileiros reclamam dos preços elevados de eletrônicos no Brasil, comprar um iPhone na Argentina chega a ser duas vezes mais caro que no país, no mínimo.

Tal cenário ganhou destaque extra recentemente: uma forte desvalorização do peso argentino frente ao dólar chamou a atenção dos mercados internacionais e criou uma onda de “pânico” em relação aos emergentes depois que a moeda argentina se desvalorizou 11% em apenas um dia, no mês passado.

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A situação econômica dos “hermanos” virou, inclusive, tema da edição desta semana da revista britânica The Economist, cuja capa traz o título A parábola argentina: o que países podem aprender de um século de declínio. Confira a lista de algumas das “bizarrices” que só acontecem na economia argentina.