Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Secovi cancela Salão Imobiliário por escassez de imóveis

O evento – em que as empresas expõem imóveis diretamente aos consumidores – deverá ser retomado em 2012, com edições a cada dois anos

Por Da Redação
13 set 2011, 17h32

“Enfrentamos uma carência de mão de obra, falta de materiais de construção e burocracia na aprovação de projetos”,afirmou o presidente do Secovi-SP, João Crestana

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) informou nesta terça-feira que, em razão da escassez da oferta de imóveis para atender à demanda dos consumidores, cancelou a edição 2011 do Salão Imobiliário São Paulo (SISP), que ocorre anualmente no Anhembi, na capital paulista.

Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, a falta de opções de imóveis para exposição está na dificuldade de as empresas acelerarem o ritmo das obras. “Enfrentamos uma carência de mão de obra, falta de materiais de construção e burocracia na aprovação de projetos”, afirmou Crestana.

De acordo com o Secovi-SP, o evento – em que as empresas expõem imóveis diretamente aos consumidores – deverá ser retomado em 2012, mas com edições a cada dois anos.

Em 2010 o mercado imobiliário de São Paulo registrou crescimento na participação da classe média na compra de imóveis, o que resultou no escoamento dos estoques das incorporadoras e no aumento de preços das unidades habitacionais novas e usadas.

Continua após a publicidade

A edição do ano passado da SISP contou com cerca de 250 mil imóveis novos e usados, residenciais e comerciais. A maior procura dos consumidores foi por imóveis na faixa de 120 mil reais a 300 mil reais. Os organizadores registraram nos quatro dias da feira vendas de 650 milhões reais.

Perspectivas – O mercado imobiliário na cidade de São Paulo, um dos maiores do país, deverá mostrar equilíbrio em 2012 entre os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais novos, na avaliação de Crestana. “Avaliamos que 2012 será muito parecido com 2011, com preços estáveis e um mercado sustentável, pela manutenção da geração de empregos”, disse.

Para ele, caso a crise financeira internacional não afete de forma mais acentuada a economia brasileira, a previsão inicial é de lançamentos e vendas em torno de 35 mil unidades, em cada uma das modalidades, no próximo ano. “O setor vem apresentando um crescimento vigoroso, que deverá se sustentar”, disse Crestana, após a cerimônia de divulgação do Prêmio Master Imobiliário, em São Paulo.

Para 2011, o Secovi prevê que apenas os lançamentos cheguem a 35 mil imóveis, montante superior ao total de vendas, que deverá terminar o ano em 33 mil unidades. Em sua avaliação, a concessão de crédito imobiliário em 2012 não deverá apresentar “grandes aumentos” em relação a 2011, embora, diga, o setor deva ser beneficiado pela consolidação do programa Minha Casa, Minha Vida 2, do governo Federal.

Continua após a publicidade

Segundo o Secovi-SP, nos primeiros seis meses deste ano as vendas de imóveis residenciais somaram 11.680 unidades, que representam uma queda de 31,3% sobre igual período de 2010. Do total comercializado entre os meses de janeiro e junho, o segmento de dois dormitórios respondeu por 40,3% das vendas, seguido pelos imóveis de três quartos, que participaram com 29,5% do total. O avanço da inflação e as medidas de contenção do crédito tomadas pelo governo no primeiro semestre foram apontadas por Crestana para explicar a desaceleração das vendas no período.

O arrefecimento do ritmo de crescimento do setor se reflete na queda do porcentual de vendas após o primeiro mês de lançamento dos imóveis. Enquanto em 2010 até 25% dos imóveis comercializados eram vendidos em 30 dias, o Secovi projeta um porcentual entre 12% e 13% para este ano. “Para 2012, apenas 10% dos prédios devem ser vendidos no primeiro mês do lançamento”, afirmou.

Como comparação, em 2010, ano de aquecimento do mercado, as vendas somaram 37 mil unidades, número superior aos lançamentos, que totalizaram 35 mil imóveis. “Isso se deupela crise de 2008 e 2009, que levou as empresas a cancelar ou postergar a construção de imóveis. Por outro lado, as famílias não sentiram a crise e continuaram em busca de imóveis para comprar”, disse. Esse descompasso entre os lançamentos e a procura elevou os preços ao longo de 2010, na sua avaliação.

Segundo Crestana, a tendência para o próximo ano é de que os preços dos imóveis novos e usados acompanhem a alta da inflação, com uma variação positiva adicional entre um a dois pontos porcentuais. Ele diz que as vendas de imóveis de dois ou três dormitórios deverão continuar concentrando até 70% dos negócios.

Continua após a publicidade

(com Agência Estado)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.